REVIEW: FORREST GUMP

Imagem: Paramount Pictures

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“Em primeiro lugar, já vi este filme há alguns anos, por isso se me escapar alguma coisa deveras marcante, peço desculpa. Vou apenas falar do que me ficou na memória. Tom Hanks é um dos meus actores preferidos. Porquê? Pela sua enorme capacidade de entrar numa personagem que nos faz esquecer todas as outras que ele já fez, e o mais importante, que nos faz esquecer que é o Tom Hanks. A história de Forrest até pode causar alguma empatia ou pena, por tratar-se de um rapaz com um “atraso”, com um QI  muito baixo. O lado mágico desta história é que nos faz ver muito além da inteligência racional, e concentra-nos no centro emocional de Forrest que consiste na coisa mais simples e que todos nós procuramos: amar e ser amado. Ora, não é preciso ser um Einstein para amar alguém. Forrest é ingénuo, e no entanto, ao acompanharmos a sua vida apercebemo-nos que ironicamente ele marca presença nos momentos mais importantes da História. Ele combate no Vietname, faz amigos e presencia a morte dos mesmos, ele inventa o famoso “smile”, ele conhece o presidente, ele inspira multidões, sem ter qualquer noção que o faz, isto porque Forrest age sempre com o intuito mais puro; sem nunca esquecer a primeira e última mulher que amará. É sem dúvida uma história que nos faz pensar no que é realmente importante, faz-nos condensar todos os nossos problemas, questões, stresses e interrogações quotidianas numa só expressão “amar, e viver a vida”. O Forrest Gump não é burro nenhum, talvez se todos nós vivêssemos segundo a mais simples das filosofias, seríamos bem mais felizes.” – Helena Rodrigues