Review: Cloud Atlas

Imagem: Cloud Atlas Productions

Imagem: Cloud Atlas Productions

“Este é um exemplo de filme que uns adoram e outros detestam. Em primeiro lugar, é preciso visioná-lo tendo em mente que se tratam de pessoas que se vão encontrando em várias épocas através da dita “reencarnação”. Mas não pensem que é um filme sobre espiritismo ou sobre um casal de apaixonados que se encontra ao longo de várias vidas. Nada disso. Num certo período de tempo conhecemos uma pessoa que tem uma paixão, e a paixão tem muitas formas. Mas essa pessoa vive presa, e a prisão pode ter muitos significados. Em todas as histórias que nos são apresentadas existe sempre um aspecto comum. O desejo de ser livre. E mais uma vez, existem várias formas de liberdade. É isso que não nos faz perder o fio à meada num enredo cheio de gente, onde Tom Hanks e Halle Berry, eles mesmos interpretam mais do que uma personagem. Mas é fácil de acompanhar, porque seja homem ou mulher, há sempre alguém que possui a mesma marca de nascença ao longo dos anos. E essa pessoa representa o tal “grito” que se quer fazer ouvir, a tal chama que anseia arder, mas que outros em redor ou até mesmo a sociedade a impede. Para mim, Cloud Atlas representa a vontade de sermos livres, de não deixarmos que o mundo nos aprisione, que não nos impeça de demonstrar afectos e lutar por aquilo que somos.” – Helena Rodrigues