Review: OZ, o Grande e Poderoso

Imagem: Walt Disney Pictures

Imagem: Walt Disney Pictures

“Em primeiro lugar, aviso que esta é a minha primeira review menos positiva. Podemos então avançar. Este filme estava na lista há algum tempo, pois o trailer tinha-me convencido que seria algo de espectacular a nível visual, de história e de interpretações. Bem, pelo menos a nível visual não falhou. O filme começa a preto e branco – tal e qual o Feiticeiro de Oz – e aí conhecemos a personagem de James Franco, um ilusionista falhado convenientemente chamado Oz, que desespera numa carreira e amores infrutíferos, mas que ainda assim mantém as suas ambições de se tornar alguém importante. Aparentemente é sempre preciso um tornado para ir à Terra de Oz, e é assim que ele lá vai parar. E é a partir daqui, que surge o mundo colorido e encantador e visualmente atractivo – para quem gosta do género – até que arranca a história e uma pessoa fica ali, apenas a ver, sem qualquer encanto. Na minha opinião James Franco não foi uma boa escolha, o seu papel é desconfortável e parece que está sempre a leste, completamente desligado da personagem. Mila Kunis dá o ar da sua graça, surpreendendo-me, apenas, quando se torna na Bruxa Má. Michelle Williams e Rachel Weiz ainda são aquelas que “salvam” uma parte do filme. Até a história da boneca de loiça pareceu-me bem mais interessante. Não foi propriamente cativante, mas podia muito bem ter sido se houvesse umas mudanças no casting. De qualquer das maneiras é sempre interessante conhecer a história de Oz antes da Dorothy lá chegar, havendo uma ou outra referência aos míticos Leão e Espantalho. Fora isso, é um filme que posso dizer que já vi, mas que facilmente será posto de lado.” – Helena Rodrigues