Review: Boas Vibrações

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“Hysteria é muito mais do que a simples história sobre como surgiu o vibrador e passo a explicar porquê. A acção decorre em 1880, começam a ouvir-se vozes femininas nas ruas que exigem mais direitos civis, exigem uma participação mais activa na sociedade, enfim… começam a ficar fartas de ficar em casa a tomar conta do lar e dos maridos. É aqui que entra Charlotte (Maggie Gyllenhaal), ela é a figura que simboliza esta vontade de romper as amarras que fazem da mulher, praticamente uma inútil. Porém, nesta época, todas as mulheres que manifestassem opiniões e reações pouco dignas eram consideradas insanas… sofrendo de histeria. O curioso é que no filme, é-nos apresentado um contraste cómico entre a versão de Charlotte e de tantas outras mulheres que também sofrem da tal “prisão”, cheias de sentimentos e emoções ocultas, que após tantos anos no silêncio e inutilidade as deixou entorpecidas. Esses “sentimentos” e “emoções” estão lá e de vez em quando manifestam-se quando menos esperam… mais um diagnóstico de “histeria”, que neste caso, é “resolvido” num consultório médico com métodos arcaicos, ainda que, prestativos. Vemos duas evoluções no enredo, a evolução na luta pelos direitos femininos assim como a evolução do aparelho que se tornaria num dos objectos mais famosos entre o mundo feminino, o vibrador. Se pensarmos bem, é uma luta pela autonomia…. em todos os sentidos da mente… e do corpo!” Helena Rodrigues
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