Review: Oblivion

tom-cruise-oblivion-wallpapers-9-fusion-reactors“Ver Oblivion trouxe um misto de sensações, umas boas, e outras menos boas, mas vamos falar do lado positivo! Em termos de imagem, o filme é cativante. Passa-se no futuro, e embora nos seja mostrada uma Terra abandonada e degradada, as máquinas e aparelhos high tech que vemos são bonitos, e quando digo bonitos, digo “convincentes”. Pareceram-me boas escolhas de naves e robôs, para quem trabalha na terra a fazer explorações e reparações – função de Tom Cruise (Jack).

Desde o início apreciamos o lado humano de Jack, é admirável o seu apego tão forte a um planeta devastado por uma espécie invasora. No meio de tanta ficção científica e frieza das máquinas, “Jack” consegue mostrar-nos o lado acolhedor, o lado verde, o lado natural que ainda existe por ali algures. E porquê esse laço tão forte com a Terra que ele não consegue esquecer nem largar? É quando essas respostas começam a surgir que vou ficando cada vez menos convencida, porém, a maneira como nos é revelado o passado e toda a história por detrás de “Julia”, interpretada por Olga Kurylenko, faz-nos querer ficar por ali, para perceber o desenlace, para as nossas perguntas serem respondidas. Julgo que o final poderia ter sido bem mais forte, e não acho que a senhorita Olga tivesse espaço para “brilhar”, o seu papel não foi propriamente bombástico. Quem acabou por me surpreender foi a interpretação de Andrea Riseborough (Victoria). Não me recordo de ver a actriz noutros filmes, mas a personagem dela aqui consegue mostrar tudo e ao mesmo tempo nada. Como assim? Para mim era uma mulher mistério, não sabia se podia confiar nela ou não, e ela acabava sempre por me atraiçoar com a sua manifestação súbita de afectos.

Para concluir, não é nenhum filme MEGA espectacular, mas um  bom filme para se ver em casa, e perceber que o Sr. Tom, basicamente consegue domar qualquer coisa que lhe apresentem ;)” – Helena Rodrigues