Review: Nowhere Boy

Nowhere-Boy-nowhere-boy-29354753-1104-1500Crítica por: André Gomes

“Nowhere Boy – Apesar da influência e do reconhecimento do compositor na história moderna, nunca antes um filme havia retratado de forma tão eficiente sua personalidade. Falo de John Lennon, eu sou suspeito, porque sou um admirador nato deste senhor. A trama leva-nos para a Liverpool nos anos 50, onde nos é contado a sua história de vida.

John Lennon foi criado pela sua tia, depois de ter sido separado da sua mãe quando ele tinha cinco anos (…) O roteiro é construído de maneira muito inteligente. Os dilemas do rapaz, envolvendo a procura pelos verdadeiros motivos do abandono da mãe ou mesmo do silêncio da tia, são trabalhados eficientemente, com uma profundidade dramática excepcional. E ao mesmo tempo o seu amor pela música cresce de maneira natural, a evolução no banjo – instrumento que aprendeu a tocar com a mãe. Depois disso aprende a tocar guitarra. Depois de conhecer a mãe, após uns anos da sua separação, visita Blackpool e John começa a ficar obcecado com o rock ‘n’ roll music. John realiza uma festa na aldeia com a sua banda, chamada The Quarrymen. Depois do espéctaculo, conhece Paul McCartney, que entra para o grupo musical e começam a tocar e a fazer músicas, mais tarde formam a famosa banda The Beatles.

A realizadora do filme, capta aquilo que fez de Lennon uma estrela mundial : a sua simplicidade na hora de fazer música, que misturava a pureza do rock com a inovação do pop, ritmo contemporâneo alicerçado por ícones como Billie Holiday e Elvis Presley. Para quem aprecia este grande músico, recomendo, que vejam este filme, para terem noção do homem e a sua vida antes do estrelato.”