Review: The Wolverine

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Sim, os filmes sobre heróis das comics estão bastante na moda, e lamento dizer para aqueles que não são propriamente fãs, eles vieram para ficar… O que torna aliciante para mim ver todos estes filmes, sequelas, prequelas etc… é o facto de, a dada altura, todos aqueles que pertencem ao mesmo universo, se cruzam e criam novos fios condutores para novas histórias.

Logan aka Wolverine, é sem dúvida uma das personagens mais carismáticas do universo X-Men. É quase uma presença obrigatória – tendo em conta a sua pequena, mas divertida participação em “X-Men – O Início”. Para além, das histórias cativantes do Professor Xavier e de Magneto, só a de Wolverine consegue realmente puxar ao sentimento. E com isto quero dizer, é realmente o anti-herói que todos nós acolhemos e por quem torcemos, e Hugh Jackman será eternamente esta figura animalesca e ninguém, nunca, poderá superá-lo.

Neste filme, vemos um Logan fraco, perdido na sua fé depois de ter matado a mulher que amava, Jean. Apagado do sangue feral que lhe corre nas veias, opta pela escuridão, onde pode passar despercebido, sem que ninguém o incomode, desejando terminar de vez com a sua angústia e arrependimento. Mas não o pode fazer, porque tem vida eterna, e as sombras do passado nunca o irão deixar. Não há sítio melhor que o Japão para Logan entrar em contacto com o seu interior, descobrir mais sobre si e a importância que tem na vida dos outros, não renegando aquilo que verdadeiramente é, e o facto mais importante: que o seu dom/fardo de viver eternamente tem a sua vantagem – procurar justiça, ajudar os outros, ter sempre uma razão para existir.

Na tentativa de cumprir a promessa que fez ao velho amigo Yashida, a quem salvou a vida no dia em que Nagasaki foi atacada, Wolverine faz de tudo ao seu alcance para proteger a sua neta que se torna um alvo a abater. Pelo caminho, faz novas amizades, descobre que as aparências iludem, e que a ambição é o sentimento mais negro de sempre. Acção do princípio ao fim, com um toque samurai que fica sempre bem na imagem. Com algum sangue a jorrar, mas no Japão sê japonês! Um filme diferente, mas ao mesmo tempo familiar, onde mais uma vez mergulhamos na personalidade bruta e ferida de Wolverine, só para vê-lo renascer e acabarmos por soltar uns “Vai! Isso! Tomaaa!” quando este anti-herói faz aquilo que melhor sabe fazer!

A história de Wolverine não termina aqui, como ele próprio indica no final do filme. E esta foi sem dúvida a melhor maneira de lançar a “semente” para o filme “X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido”, em que ele, novamente terá um papel fulcral.”

TRAILER: THE WOLVERINE