Review: O Hobbit: A Desolação de Smaug

hoobit

 

 

 

 

Crítica por: Helena Rodrigues

“Mil e trezentos filmes depois, a história do Shire e da Terra  Média continua, desta vez recuando alguns anos até à primeira e grande aventura de Bilbo Baggins. No primeiro filme Gandalf faz o que sabe melhor, formar um grupo de pessoas para arriscarem as suas vidas num passeio um tanto ou pouco suicida, mas todos o seguem  porque ele tem aspecto de ser um feiticeiro poderoso e confiável.

Em Desolação de Smaug esse passeio “pitoresco” continua com muitos Orcs e perigos à mistura. Ora, já deu para perceber que não sou uma MEGA fã desta saga, no entanto vou ressalvar alguns pontos importantes e que me cativaram. Aventura é sempre um ponto positivo e neste filme é o que não falta. Os momentos de ação também preenchem os requisitos seja com murros, espadas ou setas. É agradável ver que ao longo filme somos transportados para a Trilogia do Senhor dos Anéis graças às inúmeras referências que vão surgindo, tal como as aranhas (ewh!) e claro o anel precioso… que continua a “queimar” o bolso de Bilbo.

Evangeline Lilly esteve muito bem como elfa Tauriel, em contraste com a personagem de Legolas, de Orlando Bloom, que está nitidamente mais “gordinho” neste filme comparado com a primeira trilogia. É o que dá fazerem filmes e mais tarde as prequelas dos mesmos, resultando num esforço quase obsoleto de tornar as personagens mais novas, quando na verdade estão mais velhas.

Quando nos é apresentado o mítico dragão, Smaug, confesso que fiquei surpreendida por ser uma das personagens que me mais me dava gozo ver e ouvir. Um dragão falante podia ter tudo contra si e arruinar completamente a imagem que tenho do filme… mas estamos a falar de Peter Jackson, é claro que o senhor realizador não ia fazer uma paródia com um dragão que fala. A personagem “principal”, se é que podemos chamá-la assim, pelo menos o nome dele está no título, acaba por ter um misto de humor e ao mesmo tempo deixa-nos receosos ao relembrar-nos do que é capaz de fazer… Gostei do Smaug!

De forma geral, está um filme bem conseguido, criando uma boa base para nos dar a conhecer tudo o que aconteceu antes da primeira trilogia que nos foi apresentada. Obviamente que o filme termina deixando-nos “pendurados” na cadeira do cinema… e eu, que estou sempre a dizer que não sou propriamente fã, acabei por ficar frustrada por ter de esperar mais um ano para saber como se vai desenrolar o resto desta aventura singela…”