Review: Wimbledon, Encontro Perfeito

wimbledonCrítica por: Helena Rodrigues

“Desta vez fui buscar um filme de 2004. Foi com Wimbledon, Encontro Perfeito que pela primeira vez conheci o actor Paul Bettany – certamente ele fez filmes anteriores a este, mas devem ter-me passado ao lado. A personagem que ele interpreta é Peter Colt, um tenista, que outrora fora célebre, mas com o passar dos anos foi ficando para trás com a chegada de atletas mais novos e mais mediáticos. Já sem vitórias para contar, Peter Colt decide competir em Wimbledon pela última vez e aí “reformar-se” da modalidade. E quando já ninguém dava nada por ele, inclusive ele mesmo, a sorte bate-lhe à porta.

Sorte, azar, coincidência, superstições estão sempre presentes neste filme. A família de Colt é supersticiosa e acreditam muito em fazer certos rituais para dar sorte, e acontece o mesmo com Colt. Mas neste momento da sua vida, o seu “amuleto”, digamos assim, é a personagem de Kirsten Dunst, também uma tenista, bem mais jovem e no auge da carreira.

Enquanto a maré de sorte favorece alguns, desfavorece outros e todo o filme se desenrola na estupenda prestação de Colt ao longo do campeonato, derrotanto tudo e todos aproximando-se de uma final que no início lhe parecia impossível. Cabe a cada um de nós decidir afinal o que é sorte, azar ou simplesmente a altura certa nas nossas vidas para acontecer aquilo que mais nos faz falta.

Foi com este filme que Paul Bettany me conquistou, com a sua simplicidade, humor, determinação e um certo “je ne sais quoi”. Quanto a Kirsten, o seu papel, embora secundário é uma constante influência no destino de Colt. Ela é divertida, emotiva e real.

Para quem gosta de comédias românticas suaves e bem-dispostas, com uma mensagem positiva no final, este é um filme que recomendo.”