Review: A Chamada

a chamada


Crítica por: Helena Rodrigues

“Uma operadora do centro 911 (o nosso 112) recebe uma chamada alarmante de uma jovem indicando que estava sozinha em casa e que havia alguém a tentar entrar. Essa primeira história não acaba bem e tempos depois, a operadora (interpretada por Halle Berry) vê-se novamente confrontada com uma situação semelhante e a partir daí é uma verdadeira corrida contra o tempo para salvar uma vida.

Este filme acabou por ser surpresa positiva para mim. Uma das minhas principais dúvidas era o factor Halle Berry. Não tenho nada contra ela, mas verdade seja dita, as suas últimas escolhas de filmes não têm sido das mais cativantes. Apesar de ter colaborado no projecto aliciante de “Cloud Atlas” não conseguiu convencer-me a 100%. E embora também não me tenha conseguido convencer na totalidade neste argumento, surpreendeu-me por conseguir pegar numa personagem que podia ser bastante limitada e enchê-la de emoções e drama.

Para quem gosta de thrillers, esta é uma boa opção. O argumento segue uma situação perfeitamente real nos dias de hoje, em que raptos acontecem à luz do dia. Jovens são enfiadas dentro de bagageiras e são devoradas pelo medo daquilo que lhes vai acontecer, com um único pensamento em mente: “Vou morrer. Eu sei que vou morrer”. Mas como estamos a falar de um filme de Hollywood, há sempre esperança, e embora seja um filme, acaba por ser uma lição de estratégia. O que faríamos numa situação destas? Perderíamos a esperança e aceitávamos o nosso destino como que incapazes de agir? Aqui, a jovem raptada ( protagonizada por Abigail Breslin) consegue enternecer-nos perante o drama da sua situação e acaba por representar uma figura lutadora e corajosa, que não se deixa vencer e luta pela sua sobrevivência.

Tensão, drama, perigo, frustração e raiva… há de tudo um pouco. Confesso que os últimos 2 minutos de filme já me pareceram demasiado “Hollywoodescos”, demasiado “aqui está a vingança!”, de certa forma, um pouco forçado, mas foi a única coisa menos boa.”

 

Crítica por: André Gomes

“The Call, é  um suspense, produzido pela Diamond Films, com um orçamento de U$ 13 milhões, realização de Brad Anderson (O Maquinista), argumento de Richard D’Ovidio (13 Fantasmas) e produção de Guy J. Louthan.

Halle Berry no papel principal como a empregada do serviço de emergência (911) que após atender uma chamada se vê diante de um caso de assassinato, transtornada com o desfecho da ligação, esta passa  somente a treinar os novos operadores, no entanto por força do destino vê-se novamente envolvida num atendimento semelhante ao primeiro.

O filme é em si bem feito, conseguiram tornar a história interessante e fazer com que o espectador fique preso ao ecrã, fazendo este questionar-se: “Como será ? Quem será ? Como irão lá chegar?”. Achei que Halle Barry esteve muito bem no seu papel, diria mesmo que foi contagiante, Para uma simples empregada de call center, todos os acontecimentos que passou naquele espaço fechado, mexeu com ela de tal forma que a fez sair e ver o mundo lá fora. se no plano de onde acontece a principal acção e finaliza a história como uma heroína.

O filme apresenta aquilo que muitos buscam: adrenalina e tensão. Como em tudo na vida, não se consegue agradar a gregos e troianos, vai haver quem goste e quem não goste. Eu pessoalmente gostei do filme, todo o elenco esteve bem no meu ponto de vista, e tem os ingredientes que um filme de suspense deve ter. Gostei bastante da forma como o filme termina. Acho que o realizador foi feliz no final do filme.”

TRAILER: