Review: The Hobbit: Uma Viagem Inesperada

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Crítica por: João Loff

“Numa altura em que estreia o segundo volume da saga, aproveitei para ver o primeiro, que me escapou aquando da sua passagem pela sala. Apesar de estar curioso para vê-lo, o meu entusiasmo esmoreceu quando algumas pessoas cuja opinião respeito me garantiram que era uma perda de tempo. No entanto, estão aqui os artesãos da maravilhosa saga “Lord of the Rings”, da qual fui fã incondicional, pelo que não podia ser totalmente péssimo. Assistidas as quase três horas deste primeiro capítulo, comecemos pelo óbvio: “O Hobbit” baseia-se num livro pequeno, um conto de Tolkien que deu origem a muitas e conhecidas aventuras e mitologias e que tem menos de metade do tamanho de qualquer um dos três livros das “saga dos anéis”, pelo que a opção de o transformar em três filmes é algo questionável e salta à vista justamente na longuíssima sequência do jantar em Bag End. Os cépticos desistem imediatamente quando o nosso precioso tempo é ocupado por anões que cantam e atiram uns aos outros louça feita em CGI. Mas o que é curioso é que me vi estranhamente fascinado por algo tão simples quanto seja regressar à Terra Média. Está lá tudo – a fotografia maravilhosa, o set design inesquecível, a banda sonora já emblemática de Howard Shore e até Gollum, mais realista e expressivo do que nunca. Esse fascínio levou-me alegremente até ao fim, mesmo quando algumas sequências estão claramente esticadas até à exaustão (será que houve cenas cortadas?). Veredicto final: para o visitante ocasional, esta viagem inesperada parecerá cansativa já no primeiro degrau. Para quem, como eu, recorda com ternura a aventura que foi visitar o mundo de Tolkien pela pena de Peter Jackson, esta é uma visita mais do que bem-vinda, conduzida por artesãos de confiança que já muitas alegrias nos deram. Venham os próximos!”