Review: Hunger Games: Em Chamas

catching-fire-posterCrítica por: Helena Rodrigues

“Em primeiro lugar devo informar que não li nenhum dos livros, por isso a minha opinião baseia-se apenas nos filmes. E começo por dizer que o primeiro filme da saga Hunger Games não me entusiasmou. O conceito agrada-me, embora também não seja nada de novo. Já houve filmes cuja história era reunir pessoas numa luta até à morte enquanto um público sádico assiste aos eventos como entretenimento. Porém, ao longo do primeiro filme fui ficando “cansada” da história, pois sempre achei que tudo estava a ser tocado de forma muito superficial. Mas, tendo em conta que havia seguimento, e curiosa que sou, resolvi visionar a sequela “Em Chamas” e devo confessar que este sim, já me deixou mais satisfeita. Vamos por partes:

Katniss sobreviveu aos Jogos da Fome, mas como qualquer um, ficou nitidamente afectada. A sua história amorosa com Peeta está a ser “vendida” para agradar ao público, mas não é a história romãntica de ambos que está a dar esperança aos povos dos Distritos, foi o facto de Katniss se recusar a matar e a desafiar as regras dos Jogos e o “cabecilha” dos mesmos.

E esta linha de pensamento leva-me a mencionar Peeta, que a meu ver, não me convence minimamente como par romãntico da protagonista. Não vejo qualquer química entre eles, mesmo quando parece que afinal há… até eu fico confusa, mas continua a ser um grande “No, No” na minha cabeça.

Tirando este pequeno pormenor, tudo o resto me cativou. O mentor, interpretado por Woody Harrelson, que apesar de ser um bêbado, igualmente afectado, faz o seu papel de mentor melhor que ninguém, criando laços de amizade com os seus protegidos. Sem falar na Effie, a mulher das perucas loucas e roupas exuberantes, interpretada por Elizabeth Banks. Enquanto que, no primeiro filme, Effie parecia completamente desprovida de emoções e apenas se dedicava cegamente ao seu papel na promoção dos tributos, aqui é bonito de ver que até a ela lhe custa ver as pessoas serem atiradas para uma arena com um destino sangrento, até ela parece desejar interiormente uma revolução.

Talvez tenham sido as novas atitudes tomadas pelos vários personagens ao longo da história que me atraiu, porque agora que as águas foram agitadas e um símbolo de esperança e força foi lançado no ar, as coisas prometem aquecer e os Distritos mostram cada vez mais resistência à apatia. A presença do actor, recentemente falecido, Philip Seymor Hoffman, indica um papel fulcral no próximo enredo, estou certa de que ele seria uma personagem importante no desenrolar dos acontecimentos, mas dada a sua morte trágica, resta-nos esperar pelo bom trabalho da equipa de produção para honrar a sua memória, assim como a trama.

Ficarei a aguardar o próximo com mais entusiasmo.”