Review: Disconnect

 

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Não é de estranhar quando ouvimos os nossos pais ou avós a dizer que no tempo deles não havia cá ninguém a jogar Playstations, Wiis ou Ipads. Não havia nenhuma criança fechada em casa a ver televisão ou a ficar “colada” ao computador ligados às redes sociais. Dizem que antigamente, iam para a rua andar de bicicleta, fazer passeios e asneiras com os amigos, jogavam à apanhada etc.
Se dermos um salto no tempo, desde essa época para esta em que vivemos agora, como se não tivesse existido qualquer progresso pelo meio, notamos uma grande e chocante diferença entre os modos de socialização.

Em “Desligados” são-nos apresentadas as situações que tão bem conhecemos. Num jantar ou convívio de amigos há sempre alguém ligado ao telemóvel ou Iphone a mandar mensagens ou a postar fotografias no Instagram de algo que estão a ver no momento. No Facebook vemos pessoas a exporem detalhes pessoais e íntimos da sua vida, que podem ou não ter interesse para as restantes centenas de “amigos” das suas listas. As pessoas conversam pelas redes sociais  como se estivessem a conversar num café. Mas se for preciso, quando estão no café não desabafam nem metade das coisas que nos contam através de um ecrã de computador.

O que esta história tenta transmitir é que, embora vivamos num mundo onde a tecnologia se tornou rainha e podemos estar em contacto uns com os outros através de qualquer meio, com qualquer parte do mundo, na verdade, há algo que se perde pelo caminho. Porque a comunicação não é feita só por uma via. Às vezes, é preciso colocar todos estes “gadgets” de lado e tocar nas mãos das pessoas, olhá-las nos olhos e realmente comunicar.

A tensão nesta trama vai aumentando, quando vemos algumas das personagens, que viviam “isoladas” das pessoas que estavam mesmo ao seu lado, mas que se sentiam “acompanhadas” por nomes e palavras de alguém que não estava presente, e fazerem uma saída lenta e dolorosa dos seus casulos ou zonas de conforto para enfrentarem os problemas na vida real. E enfrentar essa realidade traz consequências. Todas as histórias aqui contadas são verdadeiras e pertencem a alguém, e espero que a mensagem do filme seja tansmitida de forma clara e que alerte para a consciência de cada um e daqueles de quem cuidam.”

 

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