Review: Duas Irmãs, Um Rei

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Comecei a ver este filme sem pesquisar nada sobre o mesmo, por isso posso afirmar que carreguei no Play completamente “às escuras”, e para meu espanto comecei a reconhecer os nomes de algumas personagens… Henrique VIII e Ana e Maria de Bolena, aqui interpretados por Eric Bana, Natalie Portman e Scarlett Johansson, respectivamente.

O filme é inspirado nos acontecimentos verídicos testemunhados na corte real inglesa. Henrique VIII era casado com Catarina de Aragão que não conseguia dar um filho varão ao rei, assim sendo, iniciou-se um plano frio e ambicioso para incitar um relacionamento com uma das irmãs Bolena, na esperança de “entreter” o rei e lhe dar um rapaz.  E a partir daqui, entramos no mundo cru daquela época, em que os relacionamentos existiam meramente por questões políticas e financeiras. Mesmo que houvesse algum sentimento verdadeiro lá pelo meio, a vontade do rei era soberana e ele decidia a vida das pessoas como assim entendesse, e todos se sujeitavam.

A história dos Bolena é trágica e marcante. Ana e Maria (Portman e Johansson) põem em causa o amor de irmãs, devido à ambição e ciúme sem escrúpulos de Ana, que era capaz de tudo para subir à posição mais alta da corte. Pelo meio, sentimos pena por uma, revolta com outra, até que nos aproximamos da recta final, que acaba, naquilo que posso descrever como “a maldição dos Bolena”, pois foram poucos aqueles que se saíram bem nesta história.

A interpretação das duas actrizes está no ponto, por assim dizer, mas não posso deixar de salientar a minha preferência pela presença marcante de Natalie Portman, principalmente nos últimos momentos vividos pela sua personagem.

Para os mais curiosos, aconselho a pesquisarem um pouco sobre a história destes três personagens que marcaram a história de Inglaterra, e claro, recomendo o filme.”

 

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