Review: Planeta dos Macacos – A Revolta

macacos

Crítica por: Helena Rodrigues

“Já aqui tinha deixado a minha crítica, “aplaudindo” o filme anterior Planeta dos Macacos – A Origem, e claro, não podia deixar de acompanhar o seguimento da história de César.

Depois da fuga dos macacos do centro de investigação, gerou-se o pânico global, assim que um novo vírus animal contaminou o ar. A humanidade, quase na sua totalidade sucumbiu, apenas aqueles imunes ao vírus sobreviveram, mas agora vivem isolados, usufruindo de recursos limitados, fazendo de tudo para sobreviver. Não muito distantes, César e os seus fiéis seguidores constroem um lar, uma comunidade, longe dos humanos, em paz. Mas quando os humanos precisam de entrar no território de César para arranjaram os meios de subsistência necessários, dá-se de novo o confronto entre Homem vs Macaco.

Surgem de novo as dicotomias, os contrastes entre César o animal impetuoso que segue os seus instintos e César, com o seu lado humano mais dócil e racional. Com isto não quero dizer que o filme se torna repetitivo, longe disso. Mais uma vez, de forma perfeita, vemos o lado bom dos animais e dos homens, e também o lado negro de cada um dos lados. Julgamos uns e outros, defendemos uns e outros, e nalguns momentos, colocamos todos no mesmo “saco”. A eterna luta entre Homem Vs Macaco, Macaco Vs Macaco e Homem Vs Homem.

O que retiramos do filme? Nenhuma filosofia que ilumine a nossa humanidade, nada disso, mas o “entendimento”. A capacidade de nos entendermos uns aos outros e de nos respeitarmos uns aos outros. A capacidade de defender e proteger. E tudo isso acontece ao lado “humano” de César, numa cena bastante emotiva que evoca o filme anterior.

A meu ver, um filme a não perder, para quem gosta do género, é claro.”