Review: Lucy

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Crítica por: André Gomes

“O filme Lucy baseia-se na teoria de que os seres humanos conseguem apenas usar apenas 10 por cento da capacidade real do cérebro. O pensamento de que a humanidade tem usado apenas 10 por cento do cérebro humano é interessante, não é? E então o pensamento de como seria se os seres humanos usassem 100 por cento do seu cérebro? Pura ficção, no entanto, é interessante, a maneira como o realizador usou essa possibilidade (do ser humano usar 100 por cento da capacidade do cérebro).
Scarlett Johansson é sedutora e cheia de energia, como uma super-heroína. A diferença é que no lugar de salvar o universo, ela luta para se salvar a si mesma. Visualmente, Lucy é deslumbrante. Além de efeitos que simulam a expansão da mente da protagonista, a acção desenvolve-se em dois belos cenários: Taipei e Paris, onde uma espetacular perseguição de automóvel tira partido da beleza da capital francesa.
O problema começa quando ela é forçada pelo namorado a entregar uma mala trancada. Ela não sabe o que está no interior da mala e tem que entregá-la a um gangster coreano bárbaro, chamado Jang. A mala contém quatro pacotes de CPH4, uma droga poderosa que irá impulsionar o cérebro para que ele se possa estimular muito mais do que apenas 10 por cento. Depois de absorver a substância que carrega no abdômen, o seu cérebro começa a desenvolver-se, o que lhe confere habilidades que vão além da capacidade humana usual; em outras palavras, Lucy desenvolve algo como super-poderes.
Gostei de Scarlett Johansson no papel principal, ela sabe interpretar uma heroína de ação enquanto mantém a sua pose de loura bombástica. Morgan Freeman está igualmente à vontade no papel do velho sábio que tem de explicar a toda a gente o que se está a passar. E o realizador francês Luc Besson não nos dá um único segundo chato no meio de toda a ação explosiva e dos momentos ‘Oh, não pode ser!’ em relação ao desenvolvimento dos poderes da Lucy.
O filme vale a pena assistir por causa de Scarlett Johansson, que facilmente resvala para esse personagem. Como eu havia dito anteriormente, se esta falácia faz sentido ou não, não importa. A ideia está interessante a meu ver, talvez um pouco surreal, mas interessante.”

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