Review: Maleficent

MALEFICENT

 

 

Crítica por: Helena Rodrigues

“Vamos começar pelos pontos positivos…

A Disney tem o poder de nos fazer imaginar o que quisermos. Por que não imaginar uma nova história para uma das vilãs mais assustadoras do mundo Disney? Maleficent era uma das bruxas que mais me faziam impressão quando era pequena. Aquele corpo magro e pálido. Aquele riso estridente, e aqueles cornos faziam lembrar algo demoníaco. Neste filme, a personagem de Maleficent ganha uma segunda oportunidade. É-nos contada a história que justifica a sua maldade, completamente credível. Angelina Jolie está excepcional no papel de Maleficent, desde a caracterização, ao tom de voz e aos seus gestos. Convence-nos completamente da sua angústia e sofrimento. A cena no castelo, em que é lançada a maldição, óptima. A Disney estava de parabéns. Ao longo do filme, redescobrimos uma nova Maleficent, que afinal não é assim tão má, e mais uma vez, não me chocou… é uma nova oportunidade, uma nova história.

E começam os pontos negativos…

As fadas madrinhas de Aurora são retratadas como umas verdadeiras incompetentes. De longe, as fadas madrinhas cómicas e nervosinhas que cuidaram da sua afilhada durante 16 anos no maior sigilo possível no clássico da Disney,  aqui nem sequer sabem dar de comer a uma bebé? Se era suposto serem a veia cómica, houve algo que falhou redondamente. Quanto ao príncipe Filipe, que nos desenhos animados, surge como um homem misterioso, encantador, destemido e corajoso… aqui só me fazia lembrar um dos elementos dos One Direction. A sua presença foi completamente inútil. Literalmente. Nem no “beijo de amor verdadeiro” o rapaz foi feliz. E quanto à nossa Aurora… Elle Fanning merecia um papel melhor, pois por estes lados não fez muito mais além de sorrir, mostrar ingenuidade e nunca questionar absolutamente nada do que se passava à sua volta. Quanto ao rei, que na história original pouco ou nada interfere, aqui tornou-se a pior pessoa que podia existir.

Enfim, o filme vale pela Angelina Jolie e mais nada (e pelo corvo, que acabou por ser uma surpresa diferente). Na minha opinião, podiam ter feito um filme sobre Maleficent antes da história com a Aurora acontecer, porque todas as outras personagens para mim ficaram arruinadas.
PS: Um dos melhores momentos foi sem dúvida ver Angelina a contracenar por meros momentos com a sua própria filha, Vivienne. A magia transpareceu do guião para a vida real.”

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