Review: The Grand Budapest Hotel

 

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Com os filmes de Wes Anderson acontece o seguinte: ou se gosta, ou não se gosta. No meu caso, às vezes gosta-se e outras não…

Ainda só vi 3 filmes deste realizador em toda a minha vida. O primeiro, creio que ainda não tinha maturidade para perceber o que estava a ver, refiro-me ao filme “Tenenbaums – Uma Comédia Genial”. Naquela altura não consegui assimilar nada do filme, nem sequer percebi bem o que estava a ver. Mais de 10 anos depois, é-me aconselhado o filme “Moonrise Kingdom”, e simplesmente adorei tudo no filme. O ritmo, os diálogos, os cenários e principalmente o humor estranho que acontece no timing perfeito.

Escusado será dizer que parti para o “Budapest Hotel” com máxima confiança, mas o que encontrei não foi nada de surpreendente. Tudo o que tinha gostado em Moonrise Kingdom estava lá. Os diálogos estranhos e ritmados, as peripécias num cenário artístico a atirar para o teatral, uma história com princípio, meio e fim… mas não foi surpreendente. Era apenas o mesmo formato, por outras palavras e com diferentes personagens.

Compreendo que cada realizador tenha o seu próprio estilo, o seu próprio toque, que conseguimos reconhecer em cada um dos seus trabalhos. Porém, fiquei com a sensação de que era apenas a cópia de um estilo, e que só o enredo vai mudar.

Ralph Fiennes esteve excelente no seu papel cómico, Jude Law não causa grande impacto. Edward Norton aparece para dar mais um brilho, mas ficou ali a faltar qualquer coisa… Talvez tenha sido a história em si, talvez tenha faltado um pouco mais de profundidade no meio de tanto mistério e peripécia.”

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