Review: No Limite do Amanhã

Imagem: Village Roadshow Pictures

Imagem: Village Roadshow Pictures

 

Crítica por: Helena Rodrigues

“Tom Cruise interpreta o oficial Cage. Um homem cuja principal função é apresentar-se perante as câmaras e promover de forma sustentada a guerra que o mundo enfrenta contra ataques alienígenas. Só sorrisos e conversas de vendedor. Até que chega o momento em  é enviado para a frente da batalha. Sem qualquer experiência em campo. Sem nunca ter presenciado o terror e a adrenalina de combate real, fracassa ao primeiro minuto e morre.

Mas sendo um filme de ficção científica, com alienígenas com poderes misteriosos e poderosos, é claro que a história não podia terminar aí. Ao ser contaminado com o sangue de um dos Aliens “alfa”, Cage, consegue fazer um reboot ao dia e recomeçar de novo. (poderia tentar explicar melhor esta parte, mas ia deixar de ter piada, e porque, basicamente, não o consigo explicar por palavras… mas se virem o filme percebem a ideia.)

Ora, uma história em que o mesmo dia se repete vezes sem conta já não é novidade. Existe uma variedade de filmes do género. Este é apenas mais um. Cruise e Emily Blunt são os protagonistas nesta trama, conhecendo-se todos os dias, quase da mesma forma, mas com a diferença de que Cruise lembra-se de tudo o que fez no dia anterior, e sendo o único com essa consciência, ele acaba por ser a chave mais importante para vencer a batalha. Todos os dias há um novo ensinamento. Uma nova pista. Uma nova prova. Um novo meio para chegar mais perto no núcleo central que comanda todos os outros alienígenas.

Se me perguntarem se o filme é bom? Não o veria de novo. É um filme de entretenimento (se o chegar a ser para uns). Um filme para se ver, sem pensar muito. Não conseguimos captar a profundidade das personagens, porque nunca as vemos evoluir, sendo que vivem sempre o mesmo dia, todos os dias sem recordação do que se passou “ontem”. À exceção da pesonagem de Cruise, esse é o único que vemos a evoluir e a tornar-se num oficial de valor e coragem que nunca fora até à data. Ele é o único que progride como pessoa na história, e o único que dá avanço à mesma.

Pessoalmente, esperava mais intensidade.”

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