Review: Em Parte Incerta

em parte incerta

Crítica por: Helena Rodrigues

“David Fincher realizou este filme, o mesmo Fincher que nos trouxe títulos como “Clube de Combate”, “A Rede Social”, “Seven” e “O Estranho Caso de Benjamin Button”. A história é retirada da obra de Gillian Flynn, que também fez a adaptação para o argumento. E que argumento!

Ben Affleck vem provar mais uma vez a sua qualidade como actor, que há uns longos anos ficou perdida algures nas entranhas imperdoáveis de Hollywood. Ele é Nick Dunne, um homem que numa manhã dá conta do desaparecimento da mulher, e com o decorrer da investigação todos os indícios apontam para ele como sendo o culpado. A sua interpretação está excelente, nada a apontar. Todas as emoções estão lá, sejam elas de preocupação, indiferença, frustração ou raiva. Tudo no seu tempo certo para nos ajudar a perceber quem é Nick Dunne e se ele seria alguém capaz de cometer um crime.

O filme coloca dúvidas durante toda a trama. A tensão está sempre lá. A um ritmo crescente vamos conhecendo a história de Nick e da mulher Amy, aqui interpretada por Rosemund Pike. E é nesta actriz que os nossos olhos e mente se focam durante o resto do filme. Submergimos na história de Amy e nas confissões que ela deixa antes de desaparecer…

Há tanto mistério e tantas reviravoltas que me é impossível escrever uma crítica descontraída, com receio de contar mais do que devo. Apenas posso dizer, para resumir, que este foi talvez um dos melhores filmes que vi este ano. Um dos melhores thrillers. Rosemund Pike merece uma distinção pelo seu papel. Porque é ela que nos arrasta para um turbilhão, para um sonho ou pesadelo, que nos tenta ofuscar daquilo que é real ou não. E mais não posso dizer. Vejam com os vossos próprios olhos. Sintam curiosidade, indignação, medo e pena… Sintam tudo isso e garanto que este filme vai ficar na vossa memória durante muito tempo…”

VER TRAILER