Review: Tartarugas Ninja

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Crítica por: André Gomes

As Tartarugas Ninja são daqueles tipos de personagens que atravessam gerações. Saíram de uma revista aos quadradinhos com aspecto amador para se tornarem ícones de uma geração de viciados em desenhos animados na década de 90. Depois de uma certa ausência nos canais de animação, a Nickelodeon retornou com uma nova (e interessante) versão das tartarugas ninjas e suas peripécias pelas ruas de Nova Iorque.

A tecnologia criada para o filme permitiu a criação de tartarugas extremamente detalhadas e distintas… Se antes as tartarugas eram diferenciadas apenas pelas suas armas e as cores das fitas que usam no rosto, agora cada personagem tem um tamanho, visual e musculatura diferente. Tudo isso feito de forma bastante convincente. Também a personalidade de cada um está mais vincada. Leonardo, o líder e o mais sério, Donatello, o inteligente e o mais tímido, Raphael, o mais nervoso e valente, e Michelangelo, o mais ingénuo e brincalhão. Gostei do modo como é explicada a questão dos seus nomes, todos com referência ao período renascentista.
Porém, o mesmo não posso dizer do sábio Metre Splinter, quanto ao seu aspecto físico e a sua origem, apagando a “ligação” que tem com Shredder.

Durante as boas cenas de acção, a qualidade permanece somada a uma dinâmica empolgante, com muita variação de planos que te fazem passear pelos cenários e uma riqueza de detalhes impressionante. Efeitos visuais de primeira linha e dignos de aplausos.

As tartarugas como adolescentes que são durante o filme, vão lançando piadas entre eles, o que torna o filme dinâmico e divertido. No elevador as tartarugas fazem um rápido Beatbox. É divertido, engraçado proporcionando ao espectador um bom momento de gargalhada
Megan Fox, alvo de críticas, continua uma actriz fraquíssima, mas está um pouco mais desenvolta, gostei da sua prestação como April O’Neil, foi talvez o papel que mais gostei dela.
April O’Neil neste filme, tem uma faceta mais preponderante, não sendo apenas uma jornalista empenhada em contar histórias relevantes para o seu trabalho, é aventureira e destemida, e bem mais sexy.

É introduzido um vilão, Eric Sacks interpertado por William Fichtner, sendo um aliado de Shredder. Eric é o cérebro, e Shredder é o corpo, pelo menos é assim que defino esta dupla vilã. Eric Sakcs é extremamente inteligente, que em teoria quer ajudar o mundo mas em prol dos seus interesses. Em certos momentos do filme destacou-se mais que o vilão principal.
O grande vilão Shredder, está mais ameaçador do que qualquer versão anterior, no entanto merecia maior destaque na história. Ao nível das artes marciais, demonstra os seus dotes bem mais que no filme da década de 90, porém ele só tem destaque mesmo no fim..

A história poderia ter sido muito mais trabalhada, porém é engraçada e dá uma grande sensação de nostalgia às pessoas que acompanharam as tartarugas nos anos 90. Não é um filme genial, mas vale apenas assistir.”

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