Review: Fúria

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Em terras alemãs, americanos combatem as forças Nazis SS. Num tanque pintado com o nome “Fúria” um grupo de soldados luta pela liberdade com inteligência, raiva e corações enegrecidos.

Na minha opinião, as principais personagens do filme são interpretadas por Brad Pitt, nome de guerra “Wardaddy” e por Logan Lerman, o novato e inocente “Norman”. Ao longo do enredo vemos o contraste entre os dois. Wardaddy já viu o feio, o mau e o terrível. Adquiriu uma postura fria, insensível e cruel, mas apenas uma postura, pois no seu interior, as feridas e as dores da guerra são notórias, mas um chefe tem de liderar, não pode mostrar receio e Brad Pitt faz tudo isso na perfeição, numa entrega total, que nos leva ao coração sangrento da guerra. No lado oposto, temos Norman, um simples dactilógrafo que foi arrastado para a frente de combate – porque na guerra não importa quem somos ou o que fazemos, o importante é saber pegar numa arma e matar. É quase cruel e injusto ver a moral e consciência de Norman serem quebradas e dilaceradas ao longo da história. Ele representa o “antes” e o “depois” de quem vive e respira nas sombras da guerra.

O filme consegue fugir um pouco às histórias de guerra a que estamos habituados, porque uma das personagens é o Tanque Fúria. A casa deste grupo de soldados. E grande parte dos momentos de batalha são entre os tanques alemães e os americanos, permitindo uma perspectiva de combate e estratégias diferentes.

É daqueles filmes em que é impossível não sentir seja o que for. Um dos melhores filmes do ano, com interpretações fortes e memoráveis. Recomendo sem hesitar.”

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