Review: Sinister

Sinister-Movie-Poster

 

Crítica por: André Gomes

“Saudades de sentir aquele frio na espinha, e ficar com medo à noite?
Ethan Hawke, Juliet Rylance e Clare Florey são os personagens mais importantes do filme com actuações convincentes. Em geral, Sinister é um ótimo filme de terror que irá trazer momentos de alta tensão.
Ethan Hawke é o protagonista, um escritor de policiais que decide escrever a história da sua vida e resolve mudar-se com a família para o cenário mais indicado, este sendo uma casa onde uma família foi brutalmente assassinada.
À medida que os mistérios centrais da história começam a ser desvendados (o maior de todos eles, é sempre revelado no terceiro acto) na metade do percurso de exibição, o espectador já se sente envolvido em muitos sentidos.

Outro ponto positivo do filme deve-se ao facto de fugir um pouco da narrativa padrão, que é imposta na maioria dos títulos actuais do género, onde tudo precisa de acontecer num determinado momento. A estética visual é voltada estritamente para a escuridão intensa, onde é passada a sensação de insegurança constante, tornando os sustos mais perturbadores.
A realização de Scott Derrickson é verdadeiramente sublime, sendo dos grandes pontos positivos do filme, isto porque não falha na composição visual das cenas, estas recheadas de elementos sobrenaturais e obscuros, que dificilmente deixarão os espectadores indiferentes.
O realizador demonstra mais uma vez o seu talento ao apostar em elementos sinistros, pois não são poucas as cenas bem sucedidas, mesmo que excessivamente escuras. Apesar de ser isso que causa a sensação de tensão que acompanha o espectador durante o filme, poderá tornar-se cansativo, pois é usado demasiadas vezes.

Debati-me em certas partes do filme para não gritar: “Acende as luzes Ethan!”.
E claro está, o filme também está envolto numa trilha sonora verdadeiramente arrepiante, o que contribui para exacerbar o ambiente angustiante e de ansiedade que, por vezes, só a imagem não faz acontecer. É que ultimamente temos nos deparado com aqueles filmes em que não é possível qualquer conexão entre as personagens e o espectador, em que os sustos só se tornam possíveis através da técnica referida do impacto sonoro.

Mas é aqui que, novamente, dou o mérito ao realizador Scott Derrickson, pois através da sua realização sugestiva, arranja maneiras geniais e eficazes para conseguir implementar o verdadeiro horror na cabeça dos espectadores. Assim, podem contar com imensos sustos…”