Review: Hércules

Imagem: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

Imagem: Metro-Goldwyn-Mayer (MGM)

Crítica por André Gomes:
“Qual é a diferença entre o mito e a realidade? Existe diferença? Talvez seja apenas uma questão de fé, ou será destino?
Analisando os factos, cheguei a uma conclusão: A primeira, é que o cinema tem transformado, sem medo de ser feliz, histórias antes indiscutivelmente sérias em entretenimento, utilizando positivamente efeitos especiais, acção e, principalmente, com muito divertimento!
“The Rock”, pareceu-me uma excelente escolha para protagonista, interpretando Hércules. Ele tem a complexão física indicada para usar os seus talentos divinos e para lidar com as adversidades. Irina Shayk aparece pouquíssimo, mas os génios do marketing resolveram colocá-la no cartaz oficial do filme, tem um papel figurativo.
Ian McShane protagoniza momentos divertidos, sendo dos elementos que acaba por ter um certo protagonismo na história. John Hurt, teve uma intrepertação genial, como rei Cotty.
O papel de “contador de histórias” coube ao sobrinho de Hércules, Iolau (Reece Ritchie), que usava seu dom da palavra para fazer discursos e convencer as pessoas das lendas sobre o protagonista. Tydeus (Aksel Hennie) vive o braço direito de Hércules, um guerreiro que luta com dois machados e é tão ensandecido que precisa de ser acorrentado à noite, quando dorme. Já Autólico (Rufus Sewell) é o mais mercenário de todos. Por último, mas obviamente não menos importante, Atalanta (Ingrid Bolso Berdal) é a protectora de Hércules. A única mulher do grupo, é uma rainha amazona habilidosa, que luta corpo a corpo como poucos, mas possui o arco e flecha como sua arma fatal.
Hércules, é um filme que apresenta uma nova visão para a história do herói, onde a sua principal fraqueza é causar uma dor de cabeça aos “seguidores” dos mitos gregos, por trazer um Hércules humanizado e sem a grandiosidade que é mostrada na mitologia. Porém, é válido por nos apresentar como o mito foi criado e colocado na mente das pessoas e não apenas mostrar o mito como um mito (por assim dizer), como é normal em todas as produções que tentam abordar deuses mitológicos.
Gostei como o filme foi realizado, acrescentando um “extra” permitindo ao espectador de desfrutar das paisagens bastantes atractivas da cidade grega.”