Review: Exodus, Deuses e Reis

 

exodus

Crítica por: André Gomes

“Exodus – Deuses e Reis” com Riddley Scott como realizador.
O filme narra a vida do profeta Moisés interpretado por Christian Bale, que faz mais uma excelente interpretação, como vem a ser hábito deste magnífico actor.

Adaptação da conhecida narrativa bíblica do Antigo Testamento, foge um pouco à história original, provavelmente na intenção de agradar tanto ao público cristão quanto aos ateus ou professantes de qualquer outra fé. Este é um ponto fulcral do filme, que causa a discussão de muitas pessoas que o viram.

Digamos que o filme coloca questões mais científicas do que propriamente misticismo, como a história apregoa. Como por exemplo, as pragas sobre o Egipto e a cena de abertura do Mar Vermelho, no filme estão representadas como mais “realistas”.

Existe uma certa cumplicidade na relação de Moisés e Ramsés, interpretado por Joel Edgerton, mas a amizade dos dois em si é pouco explorada, abrindo margem à interpretação de que Ramsés teria inveja ou ciúmes de Moisés. Destaque ainda para as personalidade antagónicas de ambos, Ramsés é mais pomposo, Moisés é bem mais simples.

Mais uma das alterações que Riddley Scott efectuou foi a representação divina na figura de uma criança que, paradoxalmente revela uma ira de tal forma excessiva que chega a ser assustador e leva a pensar: mas afinal é Deus ou é o Diabo?
Pessoalmente, gostei bastante da interpretação de Christian Bale, mas sou suspeito porque é um dos meus actores favoritos.
E Joel Edgerton começou tímido, mas com o avançar da acção, a sua performance avança igualmente. Achei interessante a forma como Riddley Scott abordou o tema Moisés, dando o seu toque pessoal.”

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