Review: O Juiz

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Hank Palmer (Robert Downey Jr.) é um advogado de sucesso na grande cidade, vence todos os casos, sendo-lhe indiferente se os seus clientes são inocentes ou culpados. É uma pessoa rica, arrogante para com os outros, com um casamento a desmoronar-se, tendo apenas uma mulher que o ama, a sua filha. Após tomar conhecimento da morte da mãe, Hank regressa à sua terra natal para lidar com problemas familiares que haviam sido escondidos para debaixo do tapete, enquanto tenta salvar o seu pai de ser condenado por homicídio.

No início, julguei que o filme iria centrar-se bastante na história de Hank e o pai durante o julgamento. Pensei que seria um enredo focado numa frenética procura por provas para ilibar Joseph Palmer (Robert Duvall) enquanto pai e filho resolviam as suas diferenças, mas o que vi foi uma história de família profunda e inspiradora.

Aprendemos aos poucos que a história da família Palmer não foi fácil. Erros cometidos no passado ainda assombram o espírito dos familiares. Assombram, mas não diminuem o amor que sentem uns pelos outros. A dinâmica entre Robert Downey e Robert Duvall não podia ser mais real. Ambos se odeiam, mas ambos se amam. A personalidade rude de Hank Palmer vai dando lugar a gestos de compreensão, carinho e atenção assim que ele pisa a sua velha terra natal e volta a lidar com o pai e os dois irmãos. Afinal Hank tem coração, apenas andava fugido. E ao mesmo tempo, vemos Joseph Palmer, um cabeça dura, de onde o filho herdou o seu lado mais mordaz, a sucumbir aos poucos à verdade no seu interior, o amor que tem pelo seu filho.

É uma história em “crescendo”, com momentos de humor e tristeza, troca de segredos e recordações. Um Robert Duvall excelente, que apesar da idade, continua a dar-nos personagens fortes e frágeis ao mesmo tempo. Mas acima de tudo, uma história com momentos em família importantes, que se sobrepõem aos males e erros do passado.”

 

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