Review: The Young and Prodigious T.S. Spivet

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Crítica por: André Gomes

Depois de 4 anos sem dar sinais de vida, o francês Jean-Pierre Jeunet (responsável pelo clássico Le Fabuleux Destin d’Amélie Poulain) volta para a cadeira principal com o seu novo projecto “L’extravagant voyage du jeune et prodigieux T.S. Spivet”.

É-nos apresentado Tecumseh Sparrow Spivet, um rapazinho de 10 anos, morador num rancho no interior do Montana, com evidente talento para a ciência, vindo de uma recente tragédia familiar. Um dia é surpreendido por um telefonema anunciando-lhe a atribuição de um importante prémio. Spivet terá de partir para Washington D.C sem que ninguém saiba, numa longa e solitária travessia para a América.

Um dos pontos altos do filme é a actuação de Kyle Catlett (T.S. Spivet), que é totalmente surpreendente. Principalmente por ser a sua primeira vez no cinema. Como se trata de uma personagem muito inteligente, o actor usou uma expressão facial compenetrada e serena que se encaixa super bem com a personagem que está a interpretar.

Helena Bonham Carter também está numa das suas melhores actuações, vivendo uma mulher que é ao mesmo tempo excêntrica e centrada, com maquilhagem e roupas simples, bem diferente do que estamos acostumados a ver sobre ela.

Uma linda aventura regada a cores, belas imagens e paisagens maravilhosas, realizado em 3D. Grande mérito para Jean-Pierre Jeunet, temos aqui um filme com uma mensagem simples, mas que nos leva a nós, espectadores, a ficar a pensar sobre ela. Eu pessoalmente gosto bastante deste tipo de filmes, que nos deixam a reflectir sobre o assunto. O título do filme faz jus ao nome, o modo como o filme envolve o espectador é digno de reconhecimento, agradando a vários públicos desde crianças a adultos. Eu aprovo e recomendo.”

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