Review: Predestination

 

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Este é um filme de ficção científica, que demora a provar ser um filme de ficção científica. É preciso estar atento a quem narra a história e às suas personagens. A história de cada uma delas é importante, tem um significado. Todas elas se relacionam, mas é preciso estar atento…

Ethan Hawke é um Agente Temporal, cuja missão é saltar no tempo para evitar catástrofes provocadas por humanos. Ele é obcecado por um criminoso em particular chamado Fizzle Bomber, que ao longo de muitos anos, tornou-se um bombista famoso. Na época de 70′, encontramos Hawke a trabalhar num bar onde aguarda pela chegada de uma pessoa importante, que é interpretada de forma brilhante pela actriz Sarah Snook. É neste bar que conhecemos a história de um escritor de revistas cor de rosa…desde o seu nascimento, até àquele preciso momento. É nesta altura que a trama se arrasta um pouco, obrigando-nos a acompanhar a vida trágica e amargurada de uma mulher chamada Jane. Mas porque é que a vida de Jane é tão importante para ocupar mais de metade da história? Tudo a seu tempo.

Com “Predestination” é preciso ser paciente, e acima de tudo estar atento. É difícil fazer uma crítica a um filme sem desvendar o seu maior segredo, mas posso dizer o seguinte: esta é uma história de alguém que luta para tentar mudar o seu passado e o seu futuro. É sobre decisões que se tomam e escolhas que se fazem, deixando no ar algumas dúvidas: Será que todos os nossos passos já está predestinados? Será que conseguimos lutar contra nós mesmos, e contra as nossas vontades para mudarmos o nosso destino?

Nem todos vão compreender “Predestination”, é preciso pensar “fora da caixa” como se costuma dizer, e deixar que este conto estranho nos leve numa viagem em espiral, onde o que começa, pode nunca mais acabar.”

 

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