Review: A Teoria de Tudo

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Eddie Redmayne está absolutamente soberbo no papel de Stephen Hawking.

Esta é a história não apenas do físico Stephen Hawking, mas da história dele com sua mulher Jane. Desde o momento em que se apaixonam, passando pela terrível notícia da doença de Stephen, os dois anos de vida que lhe são diagnosticados e a partir daí…uma narrativa sobre luta e sobrevivência, que contraria a própria Ciência.

Stephen é um físico de mente brilhante que lançou a tese sobre a origem do universo. Sobre como tudo começou, o início do próprio tempo. No filme, conhecemo-lo como estudante de Cambridge já com indícios de ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica. Enquanto acompanhamos o crescimento da relação entre Stephen e Jane são-nos dadas pequenas pistas sobre a evolução gradual da sua doença.

Não é surpresa ou choque vermos a crescente degeneração de Stephen, para quem já conhece esta personalidade do mundo científico, mas é tocante e comovente o modo como Eddie Redmayne “abraça” a personagem, tornando-a tão credível quanto possível. Nós, enquanto, espectadores, sentimos que acompanhamos passo a passo os momentos mais difíceis de Hawking, momentos esses em que ele começa a perder a capacidade de comandar o seu próprio corpo.

A história de Stephen e Jane foi “aligeirada” para o grande ecrã, tendo em conta que o livro escrito pela própria Jane Hawking tem muito mais sombras e cantos obscuros, mas aqui é-nos apresentada uma história que revela as dificuldades que um casal enfrenta perante as adversidades sempre com uma nota positiva, sempre com um sorriso no final da linha. Testemunhamos um amor de juventude que se vai transformando num outro tipo de amor, um amor sofrido, magoado, resistente, persistente e dedicado.

Na história de ambos, não há vencedores nem vencidos. Cada um provou, à sua maneira, ser um sobrevivente. E a história de Stephen Hawking de nada mais servirá se não conseguir inspirar um ínfimo que seja do nosso ser.

“There should be no boundaries to human endeavor. We are all different. However bad life may seem, there is always something you can do, and succeed at. While there’s life, there is hope.”

“Não devem existir limites para o esforço humano. Todos somos diferentes. Por muito má que a vida pareça, há sempre algo que podemos fazer e sermos bem sucedidos. Enquanto houver vida, há esperança.”

– Stephen Hawking.

 

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