Review: Os Caminhos da Floresta

into the woods

 

Crítica por: Helena Rodrigues

“Dos poucos musicais que vi, posso dizer que fiquei satisfeita, sendo eles o Moulin Rouge, Chicago e até o filme Uma História de Encantar, que embora mais infantil, agradou-me bastante. emily-blunt

‘Into The Woods’ é baseado numa peça da Broadway que reúne várias personagens dos clássicos contos infantis tais como: Cinderela, Capuchinho Vermelho, João e o Pé de Feijão e Rapunzel. A ideia principal da história é mostrar que nem tudo acaba com um final feliz e que nem tudo o que desejamos é o que precisamos. A “floresta” pretende ser uma metáfora para esse limbo, esse momento nas nossas vidas em que erramos, em que magoamos alguém e onde as coisas nem sempre correm como planeamos. Esta premissa teria tudo para resultar, senão fosse tudo o resto…

Se era suposto existir um elo de ligação entre todas as personagens, o objectivo não foi cumprido com sucesso, porque embora pareçam unidos no final da história, essa união parece forçada e “enfiada” ali só mesmo para terminar a história.

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Em comparação com o musical “Sweeney Todd”- onde as conversas são sempre cantadas – à excepção de uma música, todas as outras me irritaram ao ponto de pensar em desistir do filme umas
3 ou 4 vezes.

Anna Kendrick volta a mostrar os seus dotes vocais como Cinderela, mas a sua história com o princípe deixa muito a desejar. Nunca os vemos juntos, e no entanto sabemos que ele tem uma obsessão por rapariga do sapato… mas rapidamente a obsessão dele desaparece sem qualquer fundamento só porque entra na “floresta” e surge um pretexto descabido e mais uma vez “enfiado” à força só para justificar que nem tudo acaba bem. Emily Blunt surpreendeu-me, não me lembro de vê-la a cantar, e fiquei agradada com o seu jeito para o canto. A música que ela canta com o marido na floresta foi a única que gostei.

Meryl Streep está bem como bruxa, mas acho que nem ela salva a situação. Isto porque basicamente, ela lança uma maldição a uma família só porque alguém lhe assaltou a horta, roubou-lhe uns feijões e ela ficou envelhecida. Toda a trama gira em torno do casal de padeiros que tem de recolher objetos específicos para que ela fique jovem e bela novamente. Mas quando isso acontece, a presença dela no filme torna-se inútil. Anda por lá, mas já não tem propósito no filme.into-woods-baker-red-riding-hood-1024x635

E podia ainda falar da história de Rapunzel, que mais serviu para encher chouriços do que outra coisa, da música cantada pelos príncipes mais estranhos que alguma vez vi e da história da mulher gigante que perdeu o seu marido gigante e que andou a espezinhar a aldeia só porque tinha de entrar na história e da participação fugaz de Johnny Depp como Lobo Mau, que nao foi nada impressionante… que mais parecia um Chapeleiro Louco com bigodes.

Resumindo: não gostei.

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