Review: My Blueberry Nights – O Sabor do Amor

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Crítica por: Helena Rodrigues

“Elizabeth sofre um desgosto amoroso e fica perdida. Perdida no tempo e no espaço. Já não sabe como agir ou para onde seguir, porque o homem que amava deixou-a simplesmente. Noite após noite, Elizabeth entra num pequeno café de Nova Iorque numa espera inconsciente que a sua vida se resolva, que o seu coração seja remendado. A servi-la do outro lado do balcão está Jeremy, sempre com uma palavra, um gesto, uma companhia. Mas o tempo ainda não é certo. Elizabeth precisa de se afastar de tudo, até de si mesma, para se redescobrir na história de outros.

Jude Law e Norah Jones são os protagonistas desta história que narra relações amorosas que chegam ao fim. Terminam porque o amor deixa de existir, ou porque é um amor tão forte e louco que se ausenta da realidade, ou porque simplesmente não lhe damos o devido valor. Elizabeth vai-se cruzando com pessoas que se sentem sozinhas, tal como ela, mas que tomam as decisões erradas, e tal como ela diz no filme “o reflexo das outras pessoas ajuda a definir-nos”. Vemos nos outros, muitos dos defeitos que não vemos em nós. E por vezes, é preciso afastarmo-nos de nós mesmos para percebermos quem realmente somos e o que realmente queremos.

E, mesmo que a paragem final da nossa viagem seja a mesma de onde partimos, já nãp somos a mesma pessoa,  e os nossos olhos começam a ver outros caminhos e oportunidades.

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Com um elenco de excelência: Jude Law, Rachel Weiz, Natalie Portman e David Strathairn entregam-nos de bandeja personagens intensas, que nos cativam e nos convencem com meros olhares e silêncios. As cores do filmes são absolutamente deliciosas. Norah Jones contribui para a banda sonora, como não podia deixar de ser, e o seu papel, embora não seja intenso como os restantes transmite o essencial, ela representa um pouco de cada um de nós, com os nossos receios e dúvidas. Mas, acima de tudo convence-nos de que há sempre o outro lado da moeda, e que basta confiarmos em nós mesmos para darmos o passo que falta para chegarmos ao outro lado da rua.”

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