Review: Interstellar

interstellar

Crítica por: Helena Rodrigues

“Muitas opiniões ouvi eu sobre o filme Interstellar de Christopher Nolan. Não ouvi opiniões intermédias, apenas Sins e Nãos, portanto, comecei a ver o filme completamente despreocupada e eis que não consegui desviar o meu olhar nem por um mero frame, nem por um breve diálogo.

A história decorre no nosso futuro próximo. O planeta Terra está a morrer e os poucos habitantes que restam começam a ver as gerações que lhes seguem a definhar. Antigos empresários e engenheiros, dedicam-se agora a lavrar e plantar terrenos agrícolas, porque a alimentação passou a ser a prioridade número um. Cooper, antigo colaborador da Nasa, vive numa quinta com a sua família e um estranho fenómeno descoberto pela sua filha Murph leva-o de encontro a uma oportunidade única. Oportunidade de poder salvar a sua família, e todas as outras pessoas do planeta.

Saltamos para o espaço ao som de Hans Zimmer como não podia deixar de ser e as imagens mostradas, assim como os caminhos percorridos deixam todas as cenas de “Gravidade” a um canto. E porquê? Porque no vazio do espaço, a um passo de entrar num buraco negro, a segundos de entrar numa galáxia desconhecida e pisar planetas que nunca ninguém ouviu falar, prendemo-nos de alma e coração aos tripulantes da nave. Uma constante busca por sobrevivência, deles mesmos, e das pessoas que ficaram para trás. Uma história que, muito embora foque o lado científico (credível ou não), foca também o amor humano, e até onde estamos dispostos a ir, e o que estamos dispostos a sacrificar por aqueles que amamos.

Os desfasamentos temporais, o presente, o passado e o futuro são postos em causa. Tudo se torna relativo. O que fazemos aqui hoje ou amanhã, torna-se irrelevante quando nos apercebemos das meras “formigas” que somos numa imensidão ainda por descobrir. E aqui o enredo começa a tecer demasiados fios de história que para uns pode ser mais complicado de acompanhar, mas como eu costumo dizer, basta manter uma mente aberta.

Quanto ao final do filme, posso admitir que esperava algo mais profundo e emocional, ficaram algumas dúvidas na minha cabeça. Tudo aconteceu de certa forma um pouco rápida para mim, e seriam precisos mais 30 minutos de filme para as minhas dúvidas ficarem esclarecidas. Se o filme é grande? É. Mas eu não me cansei. A curiosidade de saber o que ia acontecer na “próxima esquina” não me fez adormecer. Rapidamente, quanto às interpretações: Matthew McConaughey continua a dar provas da sua versatilidade como actor e transparece tudo aquilo que um ser humano poderia transmitir em tamanhas situações.

Mais uma vez, obrigada Christopher Nolan por nos fazeres sonhar e nos levares para longe das nossas salas e do nosso mundo como o conhecemos… é o poder de um bom filme.”

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