Review: Velocidade Furiosa 7

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Crítica por: André Gomes

“Fui à estreia do filme, sala cheia, lugar na segunda fila do cinema, uma das novidades em relação aos filmes anteriores da saga centra-se na entrada de James Wan para o cargo de realizador. Existem momentos com mais lutas corpo a corpo, na maioria coreografadas de forma exímia, a tirar partido dos “tanques de músculos” que povoam a saga.

As cenas de acção focam-se no exagero, levando ao extremo tudo o que acontece na tela. A luta entre Jason Statham e The Rock e Jason Statham e Vin Diesel são épicas. Preciso destacar a luta entre Michelle Rodriguez e Ronda Rousey, mais famosa lutadora de MMA do mundo, com uma participação especial no filme, ambas com vestidos de gala, lindíssimas, a lutarem que nem homens. É rápida demais, mas merece ser acompanhada com atenção.

Mais uma vez, Velocidade Furiosa vai juntar a equipa magnífica, que nos vem acompanhar até aqui. Brian é um pai de família que se procura habituar a conduzir de forma segura para não colocar a vida do filho em risco, mantendo uma forte relação com a esposa e o cunhado, Dominic Toretto, com ambos a considerarem-se praticamente irmãos.

Dom salienta desde cedo que não tem amigos mas sim família, algo sempre muito presente no personagem, um líder nato, com uma voz forte, capaz de colocar a sua vida em perigo para defender aqueles que dele são próximos, com Vin Diesel a compensar em carisma aquilo que não tem em versatilidade e talento.
É para defender a sua “família” que Dominic vai embater de frente com Deckard Shaw (Jason Statham), um indivíduo que procura vingar o mau estado em que Dom e o seu grupo deixaram o seu irmão, Owen Shaw, no filme anterior.

Os carros caríssimos estão lá, há cenas de perseguição e um par de corridas, mas o tiroteio, as explosões e as lutas dominam as mais de duas horas e meia de produção. O mais longo entre todos os sete filmes. Obviamente que é visível que muitas das actuações é mesmo “à filme”.

Tyrese Gibson muito cómico nas suas expressões e improvisos, a fazer soltar algumas gargalhadas no meio de tanta acção ao interpretar Roman Pearce.
Jason Statham é um bom vilão, usando o seu carisma como verdadeiro “macho” de acção à moda antiga, e Nathalie Emmanuel traz charme a uma equipa de durões. No entanto, Vin Diesel e Michelle Rodriguez continuam sofríveis nas cenas mais dramáticas, onde se verifica uma Letty um pouco mais sensível e a recuperar as memórias perdidas. Hobbs interpretado por The Rock tem mais influência no filme no início, e perto do fim quando reaparece.

O fim do filme traz-nos um pouco de nostalgia, não só em relação a Paul Walker, exposta nos momentos finais, em momentos que provavelmente vão emocionar os fãs que viram todos os filmes da saga, mas também em relação a outros personagens que se foram perdendo pelo caminho ao longo da saga, tais como Gisele (Gal Gadot) e Han (Sung Kang). Surpreendente o desfecho dado ao personagem interpretado por Paul Walker. Por vezes notamos que não é o actor a interpretar as cenas devido a ter falecido durante um trágico acidente quando ainda faltavam terminar algumas filmagens. É prestada uma bonita e merecida homenagem ao actor Paul Walker.

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” A coisa mais importante da vida será sempre a família.”
O sentimento de família que existe no filme transborda para fora do ecrã, e eu senti-me a fazer parte daquela família. Mais um excelente filme que passou a uma grande velocidade.”

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