Review: Kingsman, Serviços Secretos

Crítica por: Helena Rodrigues

“Kingsman: Serviços Secretos parece ter sido realizado por várias pessoas, mas na realidade, o trabalho ficou a cargo de Matthew Vaughn (Kick-Ass). Segue um estilo “à lá James Bond” com o cavalheirismo e sobriedade de um agente britânico, um estilo de acção que faz lembrar momentos heróicos “à lá Guy Ritchie” e comédia negra, por vezes sangrenta demais, “à lá Tarantino”.

Esta é a história do jovem Eggsy. Ele perde o pai em pequeno, e leva uma vida infeliz sem futuro, ao lado de uma mãe submissa e de um padrasto rude e muito longe de ser afectuoso. A dada altura, Eggsy decide pedir ajuda a um antigo colega do seu pai, aqui interpretado pelo espião veterano Colin Firth, de nome Galahad. Eggsy, acaba por ser recrutado para os serviços secretos Kingsman, para o lugar que outrora fora ocupado pelo seu pai.

Engane-se quem pensar que o filme vai centrar-se numa viagem emotiva ao passado, ao crescimento e amadurecimento profundo de Eggsy etc… uma das coisas que mais me surpreendeu no filme foi exactamante o inesperado. De um momento para outro, dá-se a luta mais absurda ou momento de acção mais exagerado que podemos imaginar, mas igualmente hilariante e cativante. E aqui, aproveito para salientar a boa banda sonora!

Aqui, o argumento não segue uma linha expectável. Sim, há mortes. Muitas mortes. Um pouco de parkour aqui e acolá, efeitos visuais pouco credíveis, mas irresistíveis para um bom filme de entretenimento.  Colin Firth, embora só se destaque na cena da igreja, num cenário animalesco e quase interminável (experimentem suster a respiração nesta parte), não causou muito impacto no filme. O jovem Taron Egerton, que interpreta Eggsy poderá ser uma boa aposta em filmes futuros… O Michael Caine, soberbo na sua personagem críptica, e Samuel L. Jackson está lá, porque tinha de ocupar o seu tempo de alguma maneira… Traz-nos um vilão com planos ridículos para dominar o mundo, sem um pingo de terror no olhar, apenas uma dicção de “sopinha de massa” para provocar aquela risadinha inicial, mas que nos faz interrogar sobre o que vai ser deste actor agora por diante…

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Comédia, acção, absurdo e sangue é o que podem esperar deste filme, que apesar, de ser uma verdadeira “misturada” de sensações conseguiu deixar-me bem-disposta no final. Não é para todos. Como eu costumo dizer, é um filme “completamente fora”… fora da caixa, talvez.

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CV