Review: Vingadores. Era de Ultron

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Crítica por: André Gomes

“Avengers 2: Age of Ultron” é um dos filmes deste ano que será, sem qualquer dúvida, um dos sucessos de bilheteira. Os elementos estão todos aqui: as personagens que já tão bem conhecemos, uma história que vai buscar a “mitologia” da Marvel, o humor de Joss Whedon. A direcção de Joss Whedon é impressionante, o cineasta conseguiu trabalhar de forma primorosa com um elenco gigante, dando o espaço para cada um dos personagens terem os “seus momentos” e ainda tendo tempo para introduzir algumas novidades que são muito bem vindas. As relações são bem construídas também e, além disso, o ritmo do filme é muito bom (mesmo tendo 141 minutos de duração) e vem carregado de inúmeros momentos de humor muito bem encaixados.

Os Vingadores voltam a juntar-se novamente, pois bem, fazendo o melhor que sabem fazer enquanto super heróis, tentar proteger o planeta de ameaças como se verificou no primeiro filme, Tony Stark tenta construir um sistema de inteligência artificial que cuidaria da paz mundial. Tony Stark (Robert Downey Jr.) e Bruce Banner/Hulk (Mark Ruffalo) são os responsáveis indiretos pela criação de Ultron, que na verdade não deveria passar de um sistema de segurança robótica mundial. Na BD, o vilão é criado pelo Homem-Formiga. Como o herói só vai entrar no Universo Marvel em julho, uma ótima saída foi encontrada pelo estúdio para o momento de introduzir o personagem.

A melhor idealização é a humanização posta em todos os heróis, todo aquele lado de heroísmo é deixado um pouco de lado para dar foco aos problemas individuais. Seja por meio de alucinações ou até mesmo com um destacado Gavião Arqueiro (Jeremy Renner), que ganha mais destaque em relação ao filme anterior que passou pdespercebido, o Gavião Arqueiro também continua implacável com seu arco e flecha, e, apesar, de não possuir poderes, tem agilidade, experiência e espírito de equipa e surpreendeu-me enquanto espectador com a revelação sobre a sua vida pessoal.

Capitão América segue com espírito de liderança e com mais agilidade junto ao seu escudo, inclusive com fantásticos golpes em parceria com Thor. O Deus do Trovão também está confortável em cena e sofre por tentar compreender a visão (graças aos poderes da Feiticeira Wanda) que envolve as pessoas de seu universo. Tony Stark, o Homem de Ferro, está irónico, um gozão de primeira sempre com a sua piada e a dar o ar de sua graça ao dar a conhecer o seu lado intelectual.

A relação de Bruce Banner/ Hulk (Mark Ruffalo) com Natasha Romanoff/Viúva Negra (Scarlett Jonhansson) é explorada de maneira positiva, trazendo não só o flerte de um possível romance, mas explora particularidades de ambos como por exemplo como só Natasha consegue acalmar a fera para o monstro verde voltar à sua forma humana. Os dramas do passado de Romanoff também são explorados sem muitas explicações, apenas com imagens do passado, depoimentos e lembranças.

 

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Os três novos personagens, Mercúrio e Feiticeira Wanda, são outro ponto positivo do filme. Ele extremamente veloz e ela (com maior destaque) com poderes psíquicos e raios vermelhos, incluindo a capacidade de infectar outras pessoas com cores vivas e terríveis sonhos que exploram os seus medos mais profundos. Os gémeos, que são fundamentais, mostram evolução durante as cenas e trazem uma forte carga dramática para o filme.
Wanda e Mercúrio são mutantes e filhos do Magneto. Porém no cinema as coisas mudam um pouco. O direito da palavra mutante e toda a origem do Magneto pertencem à FOX, a Marvel/Disney conseguiu uma brecha para utilizar os dois mudando a história. Assim os irmãos são chamados de Aprimorados, uma palavra um tanto esquisita.

A terceira personagem nova, trata-se de Visão, interpretado por Paul Bettany é genial. Uma perfeita cópia da BD e que mesmo aparecer perto do final, torna-se um dos destaques. Todas as conversas dele com Ultron, revigorando um velho debate sobre a criação de uma inteligência artificial, e toda a participação heróica do andróide são incríveis.

Ultron (voz e captação de movimentos de James Spader) é o vilão do filme. Todo o processo de criação dele e os momentos “virtuais” com o Jarvis são excelentes, além do modo em que ele vai evoluindo e criando todo um pensamento megalomaníaco. Só que todo o ideal dele é muito batido, reconstruir a terra e em nenhum momento tal propósito chega a criar algum medo real. A forma robótica e os soldados robôs são muito bem utilizados, as batalhas são fenomenais.

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As cenas que todos esperávamos ver, como a luta entre o Hulk e a Hulkbuster é ainda mais incrível do que parecia nos trailers mas não é a única, o filme vem recheado de cenas que com certeza, vão tirar suspiros dos expectadores e fãs da Marvel. Eu já tinha gostado do primeiro Avengers, este segundo está muito bom e já estou ansioso que sai um próximo.

 

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