Review: Self/Less

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Crítica por: Helena Rodrigues

 

“Esta é a história de um multi-bilionário chamado Damian – interpretado por Ben Kingsley – que enfrenta uma doença terminal. Sabendo que a vida lhe foge rapidamente tenta resolver questões relacionadas com o seu mega império e com a sua filha, com a qual nunca manteve um relacionamento próximo. Está sozinho, no meio de um cenário dourado. Uma das vantagens de se ser poderosamente rico é encontrar uma hipótese de sobreviver à doença que o consome, fazendo a transferência da sua consciência para um outro corpo. Uma experiência ainda sigilosa,  que só alguns têm direito de conhecer, uma operação liderada pelo professor Albright – interpretado por Matthew Goode.

A premissa não é novidade, mas pensei que os nomes Ben Kingsley, Ryan Reynolds, Matthew Goode e Victor Garber conseguissem trazer o entusiasmo, intensidade e emoção para um argumento que já vimos algumas vezes, noutros filmes. Porém, devo dizer, que nem os actores conseguiram elevar esta história a um nível de melhor qualidade.

 

Tudo acontece rapidamente. Se é suposto haver algum mistério ou suspense, este dura apenas uns segundos, porque a história indica-nos logo com pistas óbvias o que vai acontecer. Os diálogos também deixam um pouco a desejar. A única personagem que ainda me fez sorrir com palavras honestas e inocentes foi a menina da história Anna, interpretada pela Jaynee-Lynne Kinchen. Há que realçar também as diversas coincidências demasiado convenientes na trama. Por uma ou duas vezes Ryan Reynolds mostra um pouco do “Jason Bourne” que há si em cenas de luta convincentes, mas fora isso, o seu olhar vago e  – permitam-me a expressão – de cachorrinho coitadinho, deixam muito a desejar.

Faltou força e profundidade tanto no argumento como nas personagens. O filme termina, nós desligamos e vamos à nossa vida, sem nenhum traço que ainda nos fique preso na memória.”

 

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