Review: Perdido em Marte

the martian

Crítica por: Helena Rodrigues

“Quando oiço falar em Ridley Scott lembro-me da saga “ALIEN”, “EXODUS: DEUSES E REIS” entre mais alguns filmes de suspense. Sabendo que o argumento deste filme em iria passar-se maioritariamente no planeta Marte esperava um tom sombrio, misterioso e sinistro até começar a ler algumas críticas que apontavam numa direcção completamente oposto.

Mark Watney (Matt Damon) é um astronauta especializado em Botânica enviado numa missão especial até Marte juntamente com os restantes membros da equipa. Um acidente inesperado lança Watney para a escuridão do planeta numa altura em que a sua equipa tem de tomar a difícil decisão de ficar para o procurar ou partir. Presumindo que as suas hipóteses de vida seriam escassas, a equipa regressa à nave e inicia o caminho de volta à Terra. No dia (sol) seguinte, Watney acorda ferido, mas a salvo, porém descobre-se sozinho em Marte.

A partir daqui o filme arrasta-nos para a situação impensável em que Watney se encontra e vêmo-lo a controlar o desespero, a raciocinar e a encontrar soluções para se manter vivo até o resgatarem. Para uns, a partir daqui o filme pode tornar-se um aborrecimento. Eu mantive-me atenta, sempre a acompanhá-lo e a aprender. A meu ver, é um dos filmes mais positivos que já vi até à data. A personagem de Matt Damon pode não parecer que não tem muita profundidade por estar sempre a sorrir e a dizer piadas em torno da sua situação, mas é nos momentos mais emotivos em que o desespero e esperança são mais acentuados que vemos Damon dar o seu melhor habitual.

Não é um drama como pode ser esperado. Não há extraterrestre esquisitos atrás dele para o matar. Nada disso. É um filme de emoções. Emoções de Watney quando ganha esperança, quando a perde e quando a volta a reencontrá-la. Emoções da sua equipa que escolhem fazer sacrifícios pessoais para tomar uma das decisões mais marcantes das suas vidas. Emoções de quem acompanha a sua história em Terra. O mais curioso é que podemos colocar-nos no lugar de qualquer uma destas pessoas e imaginarmos: “o que é que eu faria?”.

Quero dizer com isto que, não precisamos de estar perdidos em Marte para nos depararmos com uma situação difícil na nossa vida, mas o princípio é sempre o mesmo em que momento for, lutar para sobreviver. Não perder a esperança e procurar sempre soluções. Simplesmente, não desistir. Julgo que é essa a mensagem mais importante do filme. Encararmos as adversidades com lógica, sem perder a razão e mesmo que todos os dias acreditemos que poderá ser o nosso fim, devemos igualmente acreditarmos acreditar que não é.”

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