Review: San Andreas

 

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Crítica por André Gomes

“O Planeta Terra é constituído por uma crosta terrestre que possui uma camada rochosa fragmentada, ou seja, formada por vários blocos chamados de placas tectónicas. Estes blocos estão em constante movimento, e o seu afastamento ou choque pode gerar um abalo sísmico, a formação de um terramoto.
Curiosamente, são relatados mais de 1,3 milhões de terremotos ao ano, entretanto, a grande maioria ocorre num hipocentro muito profundo ou possuem baixa intensidade. Infelizmente, nem sempre é assim. Muitos terramotos são capazes de causar destruição em massa, mortes, e efeitos colaterais, como tsunamis, que podem ser sentidos a milhares de quilómetros do seu hipocentro. E é este desastre natural que vai acontecer em San Andreas.

Este filme, é super mexido com muita acção, muita destruição e efeitos especiais acima da média. The Rock é o actor principal, representando um ex-militar, que trabalha como piloto de helicópteros, na equipa de resgate dos bombeiros. Está divorciado da mulher e tem uma filha, muito bonita por sinal (Alexandra Dadario). Ele é um homem magoado com a vida devido ao facto de ter perdido uma filha antes de se divorciar da esposa.

Os principais protagonistas estão focados nesta família, Pai, mãe e filha. Sendo impulsionado pelo drama pessoal de perder uma filha e a possibilidade de perder outra, The Rock entrega uma das suas melhores actuações como o salvador de vidas. Por maior que seja o desafio, o personagem não demonstra medo e usa a sua vasta experiência para vencer a natureza desde pilotar helicópteros, conduzir carros, aviões, barcos e ainda salta de para quedas.
É o típico protagonista que tem solução para todo tipo de situação crítica, o que acaba por tirar o factor surpresa do filme. Mesmo estabelecendo o peso da perda, o herói precisa ser infalível para garantir a segurança da família.

O elenco conta com outros rostos conhecidos. Ioan Gruffud (Quarteto Fantástico, Forever) interpreta Daniel Riddick, um milionário da construção que está junto da ex-esposa do protagonista. Art Parkinson (Game of Thrones) vive Ollie, o mais novo dos irmãos britânicos que acompanham Alexandra Dadario durante o desastre. Paul Giamatti que se apresenta como Dr. Lawrence, cientista que avisa a população da catástrofe iminente.

O filme não possui uma mensagem nova ou personagens bem explorados. Realmente é difícil argumentar sobre a diferença entre ele e tantos outros filmes do género que vimos ao longo dos anos, como o O Dia Depois de Amanhã (2004) a 2012 (2009). No entanto, o filme é caloroso o suficiente, bem humorado, dinâmico e possui um protagonista tão carismático que me conseguiu cativar, assim como os outros protagonistas do elenco também obtiveram uma boa prestação, é um bom filme para entreter numa tarde ou noite menos emotiva, eu que inicialmente estava um bocado reticente acabei por gostar do que vi.”

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