Reviews: Star Wars – O Despertar da Força

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Crítica por: André Gomes

“A espera terminou. Finalmente este momento aguardado há muito tempo chegou. Fui à sessão das 00h05 de 16 para 17 de Dezembro, ver empolgadamente o Despertar da Força. A ansiedade era muita, havia um misto de emoções em mim, a ansiedade, com aquela esperança de darem um seguimento vitorioso à saga, e havia uma parte de mim que tinha receio que com mais uma trilogia fossem estragar a maravilha feita anteriormente no Episódio I: Ameaça Fantasma, Episódio II: Ataque dos Clones, Episódio III: A Vingança dos Sith, Episódio IV: A Nova Esperança, Episódio V: O Império Contra Ataca e o Episódio VI: O Regresso do Jedi.
Este filme, passa-se 30 anos depois da realização do episódio VI: O Regresso do Jedi. Poe Dameron, é um piloto da Resistência, é mandado ao planeta Jakku pela princesa Leia para obter um mapa que, indica a localização de Luke Skywalker, o último Jedi, “o escolhido” que está desaparecido há anos. Kylo Ren, um poderoso conhecedor do Lado Negro da Força e discípulo do mestre Snoke, está determinado a roubar o mapa.
Dameron viaja até o planeta Jakku para tentar reaver o mapa.
Quando Kylo Ren o ataca, ele coloca o mapa no seu droide, BB-8 e manda-o fugir para longe. Kylo Ren captura Dameron e um Stormtrooper fica incrédulo com a brutalidade da Primeira Ordem, e vai socorrer Dameron, que passa a chamá-lo de Finn (uma vez que o Stormtrooper não tem um nome, apenas um número: FN-2187). Eles não conseguem escapar e caem de novo em Jakku, e Dameron desaparece. Enquanto isso, BB-8 fica na posse de Rey.
Rey é uma jovem muito bonita, que se desconhece quem são os seus pais, foi deixada no planeta Jakku com 5 anos de idade, onde aprendeu a sobreviver sozinha, a ser auto ditada e a ter que se desenrascar para ter as suas coisas. Rey é interpretada por Daisy Ridley, faz um papel principal, e tem um desempenho espectacular. Finn, interpretado por John Boyega, está mergulhado na aventura enquanto a sua consciência o leva por um caminho heróico, mas perigoso. John Boyega, mostra-se com um comportamento de pânico e alívio e tem também diálogos cómicos, para quebrar a tensão que há no seu personagem. Eu desconhecia enquanto actor e foi uma agradável surpresa. Oscar Isaac é Poe Dameron, é um líder na luta da resistência contra a maléfica Primeira Ordem. Faz um papel discreto, mas com uma boa actuação do pouco que aparece. General Hux é um jovem e implacável oficial da Primeira Ordem, General Hux tem total confiança nas suas tropas, métodos de treino e armas. General Hux interpretado por Domnhall Gleeson, mostrou uma postura firme e arrogante, com uma voz severa e autoritária. Encaixou perfeitamente no papel. Adam Driver cria um personagem perturbado que está em conflito consigo mesmo constantemente, e ele faz isto muito bem, todos os indícios que levam para o lado negro da força, o medo e a insegurança. A obsessão por Darth Vader é um factor valioso, e a jornada de Kylo Ren promete ser muito interessante…

Falei das novas personagens, mas também há que falar das glórias do passado. O regresso de Harrison Ford como Han Solo, Peter Mayhew como Chewbacca na Millenniun Falcon. Carrie Fisher, como princesa Leia, são regressos saudosistas, que me deixam com um sorriso nos lábios. E os inesquecíveis e fantásticos droides C3-PO e R2-D2, interpretados por Anthony Daniels e Kenny Baker respectivamente.

Han Solo neste filme, fazendo um termo de comparação as sagas anteriores, representa Obi Wan Kenobi, que foi o mentor de Luke Skywalker, aqui Han Solo desempenha esse papel para Rey e Finn. Harrison Ford, faz isso muito bem, usando as suas carecterísticas que só ele sabe. Carrie Fisher é exactamente a mesma princesa Leia, apenas mais experiente e com mais sentido de responsabilidade e sempre com “despiques” de amor com Han Solo.

Os efeitos especiais são de excelência e o facto de terem mantido a banda sonora de John Williams foi um alívio enorme, pois tem um nível extremo, vénias a John Williams e a J.J.Adams por manter a essência musical de Star Wars. O desafio de Star Wars – O Despertar da Força era extremo. Mas J.J. Abrams e a equipa da Lucasfilm fizeram escolhas correctas para esse reposicionamento.

Um filme que honra o passado, enche o peito para lidar com o presente e estabelece uma base sólida para o que virá a seguir… Que 2017 e 2019 cheguem rapidamente com os dois episódios que faltam para concluir a saga, porque este, deixou água na boca. May the force continues…”

Crítica por: Helena Rodrigues

“Em primeiro lugar devo afirmar-me como uma recente fã da saga. Só vi os filmes Star Wars este ano e devo confessar que é uma boa história e que nos prende com um pouco de tudo. Compreendo a admiração dos fãs pela história e pelas mensagens que transmite… a eterna luta entre o Bem e o Mal. Não vou percorrer as personagens de fio a pavio, vou resumir a minha crítica ao seguinte: Ok. convenceram-me, quero mais. Star Wars é uma história de laços de sangue, que perduram, e que acarretam consigo os mistérios da Força e do Lado Negro da Força. É uma história de pessoas que se re-descobrem, que deixam de se sentir perdidas e encontram o caminho certo para si.

O Despertar da Força, como o próprio nome indica, é o “despertar” de uma história que ficou adormecida nas mentes e corações de muitos e que agora tem a oportunidade de acordar pelas mãos de uma nova geração, neste caso, sinto que as personagens Finn e Rey simbolizam isso mesmo, um novo sangue. Foi importante, claro, trazer de novo personagens icónicas como Leia e Han Solo, não só pela nostalgia, mas para pavimentarem este novo trilho que se avizinha. Existe um “passar de testemunho” que JJ Abrams fez de forma brilhante, mas talvez não tão clara…visto que no final damos por nós a levantar uma questões e teorias. Os sabres de luz vermelhos e azuis voltam a funcionar e damos por nós a pensar: “Caramba, esta cena está mesmo boa. E, caramba, esta história está demais!”. O espaço é infinito e a história vai continuar, porque meus caros, nem tudo é o que parece… ou é? Se quiserem saber mais, deixem-se ficar aí e aguardem pelo próximo episódio.”

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