Review: Ex Machina

1-UK_Ava-AW__Close-Crop_28198-Ex_Machina

 

Crítica por: Helena Rodrigues

“Domnhall Gleeson, Oscar Isaac, Alicia Vikander e Sonoya Mizuno dão-nos um filme misterioso, cativante, inteligente e assustador.

Nathan (Isaac) é um homem com QI avançado que decide isolar-se do resto do mundo para desenvolver a invenção que todos procuram: Inteligência Artificial. Caleb (Gleeson), é um dos escolhidos para visitar as instalações deste génio excêntrico para por em prática o Teste de Turing no mais recente modelo de IA, chamada Ava (Vikander). O teste consiste em provar que Ava cumpre na perfeição os requisitos de uma máquina com Inteligência Artificial. Durante as sessões de teste, Caleb percebe que existem emoções reais naquele corpo metálico, assim como Ava também começa a sentir uma vontade crescente de se tornar humana.

Naquelas instalações de ambiente frio e duro, desprovidas de qualquer encanto emocional e sensibilidade assistimos ao eterno debate entre Homem e Máquina. O que é certo e o que é errado. O que é natural e o que é fabricado. Mas assim que passamos a barreira da moralidade, construindo uma máquina que consegue sentir o mesmo que nós e que consegue agir tal e qual como nós humanos, imperfeitos que somos, a distinção entre carne e aço fica difusa.

Todos os actores desta trama estão soberbos. As interpretações são tão boas e tão vincadas que nos conseguimos relacionar com todos eles e compreender o porquê dos seus actos. As nossas qualidades e defeitos estão em cada um deles. O ritmo do filme, embora aparentemente calmo, vai trazendo cada vez mais tensão a cada cena que passa, culminando no final surpreendente que nos faz pensar naquilo que somos, no que criamos, e naquilo que desejamos.”

VER TRAILER