Review: Mary & Martha

 

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Crítica por: André Gomes

“No filme, encontramos duas personagens na mesma situação… Não vou spoilar qual, fica no ar, de modo a quem for ler esta review fique com vontade de ver o que acontece. Mas como toda a situação, cada qual tem a sua particularidade, o seu contexto.

Mary decidiu proteger o filho de uma situação de bullying na escola. Atentemos as questões pessoais de “Mary” interpretada por Hillary Swank.
Depois de ser informada sobre o que acontecia com o filho, ela percebe o quanto está distante dele e demonstra sentir-se culpada por isso.

Ao longo do filme, percebemos que a mesma sofreu com a ausência do pai, que priorizava o trabalho antes da família. Com a percepção atravessada pela sua história, ela escolhe “corrigir” o seu comportamento indo com o filho para África por seis meses. Com a ideia de sair do seu local de conforto e dar a conhecer outra realidade ao seu filho e isso inclui estudos, protecção, resgate da própria história e aproximação ao filho.

Por outro lado, é-nos apresentado a família de “Martha”, interpretada por Brenda Blethyn. Senhora dedicada, que representa o papel claro da mãe protetora.
O filho querido, superprotegido e amado, decide se aventurar também pelo continente africano, motivado por um projecto de voluntariado.

Pois estas duas mulheres tem uma história em comum, que por ironia do destino, faz com que se cruzem no mesmo caminho e juntas tentam sobreviver e encontram forças na luta para tentar impedir que outras famílias passem por aquilo que elas passaram.

Hillary Swank, é uma das minhas actrizes favoritas só se espera o melhor e ela não desaponta, já que é especialista em mulheres de personalidade forte.
É maravilhoso vê-la em cena com Brenda Blethyn, outra grande actriz que se dedica de corpo e alma ao trabalho.
O entendimento entre as duas é perfeito. Ainda tem no elenco James Woods, como o pai de Mary. Ele faz o papel do pai ausente, mas que no momento em que a filha mais precisou, ele esteve presente para a auxiliar.

A fotografia do filme é linda e a banda sonora envolvente, possui várias cenas que provocam profunda reflexão, e não é apelativa.
O drama no seu melhor, uma história comovente, preparem os lenços de papel.”

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