Review: Deadpool

 

 

Crítica por: André Gomes

Deadpool é um filme de acção com muito mas muito humor. Se o objetivo é fazer o público rir constantemente, pois foi conseguido, fui à estreia do filme, e toda a sala ria, eu inclusive, admito que o filme tem um argumento cómico que é quase impossível não rir. Está top !

Desde a cena dos créditos iniciais, brincar com os clichês de filmes de super-heróis, até o final, tudo vira motivo para piadas. Tagarela, o personagem não pára de falar e de se vangloriar enquanto estoura os miolos de um bandido e o sangue jorra na tela, tudo acompanhado por danças para comemorar o feito.

Aproveitando o facto de estrear quando se comemora o dia dos namorados a história brinca ao inserir momentos in love e músicas lamechas para reforçar a discrepância de romantismo num filme tão maluco quanto este.

A história de Deadpool é contada numa narrativa não-cronológica, e aí faz toda a diferença para os outros filmes de super-heróis, até então, a narrativa tem flashbacks e o personagem principal “comunica” com os espectadores.

Ryan Reynolds está solto no papel e é notório a forma como ele se divertiu ao interpretar o personagem, afinal ele participou na produção do filme e de todo movimento para que este se tornasse realidade. Ryan Reynolds foi sem dúvida a melhor escolha para interpretar Deadpool. Ele consegue embutir no personagem um magnetismo que poucos super-heróis conseguiram, expressivo (apesar da máscara), esteve a roçar a perfeição a sua actuação, sempre com timing certo para lançar piadas. Melhor ainda, dá até para dizer que praticamente não há más piadas no filme.

Colossus aparece na aventura para fazer um contraponto com o Deadpool. Colossus é de origem Russa, onde se nota no seu sotaque. Ele tem postura e garra e é todo certinho, que é o oposto do mercenário desbocado.

Já a Negasonic Teenage Warhead, interpretada por Brianna Hildebrand, personagem lançada no filme, é uma mutante adolescente, é um meio termo entre os dois.
A rapariga não se parece importar com muita coisa além de redes sociais e de fazer comentários ocasionalmente.

A bela brasileira Morena Baccarin que interpreta Vanessa Carlysle, uma prostituta com um passado triste, que conquista o coração do super-herói, faz um bom papel também.

Quanto ao vilão do filme, não achei que estivesse ao nível dos outros actores para ser sincero. Ed Skrein interpreta Francis, ele foi modificado geneticamente para não sentir dor e ter super força e super agilidade. Francis é o causador de Deadpool usar a máscara e o fato que usa.

Ah sim, Stan Lee está lá! Também participa no filme, como é hábito nos filmes da Marvel, este não foi excepção.

São escolhas improváveis para auxiliar o Deadpool, mas assim como quase todos os elementos que podem parecer absurdos no filme, como a trilha sonora que mistura Wham!, DMX, Juice Newton e Neil Sedaka, mas o que é certo é que funcionam.

O filme do Deadpool é óptimo em quebrar paradigmas, ao menos tem algo de diferente para oferecer. Mostra um filme de um herói sincero, onde o protagonista pode fazer o que quiser. Seja fazer sexo, sendo sodomizado pela parceira, ver unicórnios animados ou dar umas “dicas” para o taxista indiano que está apaixonado. São 100 minutos muito divertidos. Este filme não vai mudar a tua vida, nem te vai fazer pensar no mundo,
mas vai te divertir.”

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