Review: Infinitely Polar Bear

Crítica por: Helena Rodrigues

“Mark Ruffalo é “Cameron” e ele é maníaco-depressivo, ou por outras palavras, sofre de bipolaridade. Ele casou-se com “Maggie”, interpretada por Zoe Saldana e tiveram duas filhas “Amelia” e “Faith”.

A história começa no momento em que Cameron sofre um esgotamento e acaba por ser internado, deixando Maggie a cuidar das filhas sozinha. Mas a vida boémia que viviam antes precisa de acabar; é preciso trazer sustento para a família. Por isso, assim que Cameron sai da clínica e começa lentamente a tentar recuperar os pedaços de vida familiar que perdeu, Maggie assume o papel mais difícil de todos mudando-se para a cidade para terminar os estudos e arranjar um bom emprego para sustentar a família. Amelia e Faith ficam assim entregues ao pai durante o período de um ano enquanto a família tenta recompor-se e o que vemos são capítulos hilariantes e emotivos entre estas meninas e o seu pai.

A bipolaridade é uma doença grave, e, embora nalgumas cenas seja atenuada através de momentos caricatos, a emoção está sempre presente. As duas crianças, interpretadas por Imogene Wolodarsky e Ashley Aufderheide, estão numa constante “batalha” com o seu pai devido à sua personalidade excêntrica, mas no minuto a seguir o amor delas por ele é sempre evidenciado.

Entre gritos de alegria e raiva, correrias, choros, abraços e caos… esta é uma família que foge ao que é comum, no entanto, tudo o que realmente importa está lá.
E eu não me canso de dizer isto… o Mark Ruffalo é um dos actores que mais vezes passa despercebido na indústria cinematográfica e eu não consigo entender porquê. Ele convence-nos do princípio ao fim da sua bipolaridade, e no meio do seu caos interior, conseguimos compreendê-lo, conseguimos compreender a sua serenidade e através das suas atitudes e diálogos sabemos o que ele mais ama na vida, as suas filhas e a sua mulher.

Um filme que não se torna deprimente, muito pelo contrário, destaca o amor,
a perserverança e a união.”

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