Review: Southpaw

 

Sou fã das interpretações de Jake Gyllenhaal. Não sei se o actor será exímio a tudo, mas posso afirmar que os filmes que vi com ele deixaram marcas e personagens memoráveis. Ele era sem dúvida uma das razões por que quis ver “Southpaw”. De vez em quando dou por mim a ver filmes cuja história se desenrola num ringue, não que seja o meu tema favorito, mas há sempre aquela lição de inspiração, orgulho e moral que nos preenche no final de uma história dentro desse género narrativo, e eu gosto de me sentir inspirada.

“Southpaw” podia ser muito mais grandioso do que realmente foi. O filme acaba por ser “mais uma história que se desenrola num ringue”, e sim há lições a retirar no final da narrativa, mas nada que nos prenda totalmente. A nossa atenção fica indubitavelmente centrada na relação de duas personagens: o pai (Jake Gyllenhaal) e a sua filha (Oona Laurence). Após a morte da esposa e mãe ( Rachel McAdams), eles só se têm um ao outro. O pai, lutador, precisa de recuperar o seu equilíbrio como pessoa e como profissional para reaver a custódia da filha, que é a única coisa boa que lhe resta na vida e acaba por ser a razão que o inspira a lutar e a dar o melhor de si.

Apesar da forte ligação entre estas duas personagens, tudo o resto fica um pouco aquém.
A trama não é cativante o suficiente, é apenas unm argumento corrido do qual não conseguimos extrair muito mais. Atrevo-me a dizer que o único factor marcante no filme é a interpretação de Gyllenhaal, e não digo isto como fã, digo-o como facto.
É impressionante como ele surpreende a cada personagem que faz e neste caso não foi exceção. Não só pela transformação física, que hoje em dia é quase o mais fácil de obter, basta olhar para os Capitães Américas que andam por aí… Mas refiro-me à personagem na sua totalidade, desde os gestos à maneira de falar. Ele transforma-se a 100% e todas as emoções que transparece chegam até nós em cheio e nós sentimo-las.

Um filme que só vence pelo Jake Gyllenhaal, mas não há knockout.

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