Review: Um Ponto de Viragem

Crítica por: Helena Rodrigues

“Esta é a história de Katie, uma mulher de 35 anos a quem é diagnosticada a doença ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica). Os seus planos, ambições e desejos para o futuro desvanecem no silêncio de uma doença que ataca o corpo progressivamente e sem piedade.

Hilary Swank oferece-nos um olhar profundo sobre a doença, e sobretudo sobre as pessoas que vivem com ela diariamente, as mesmas que também se viram obrigadas a abdicar dos seus planos futuros para viver os últimos momentos preciosos do presente. Este é um argumento que vai crescendo em emoções. Primeiro, é-nos apresentada uma Katie que se sente invisível, só, e que não consegue demonstrar tudo o que vai no seu interior. Mas é com a ajuda da sua nova e rebelde assistente Bec que começa a viver um pouco mais vida e a tomar mais decisões por si mesma ao mesmo tempo que vai perdendo o controlo do seu corpo.

A personagem de Bec é representada por Emmy Rossum – que muitos podem conhecer da série “No Limite” – que igualmente nos presenteia com uma interpretação cativante e emotiva. Ela servirá de elo entre Katie e o resto do mundo. É através de Bec, que Katie expressa tudo o que vai no seu interior, desde uma simples risada a um poderoso grito de frustração. A certa altura do filme, são uma só.

you are not you

Um Ponto de Viragem ensina-nos o verdadeiro valor da amizade num momento em que se definem as pessoas que são reais nas nossas vidas e que nunca desistem de nós até ao último fôlego.

(Para os mais sensíveis do coração, recomenda-se ter um pacote de lenços por perto…)

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