Review: Jason Bourne

Crítica por: Helena Rodrigues

“E assim que ouvimos Extreme Ways do Moby a nossa alma fica cheia e sabemos que acabámos de ver mais um excelente filme da saga Bourne.
Matt Damon e Paul Greengrass juntaram-se novamente para nos trazer a continuação da vida trágica deste ex-agente que tem vindo a lutar contra as suas memórias perdidas, para se descobrir a si mesmo.

Nesta fase, Jason Bourne vive isolado do resto do mundo e não quer ser encontrado.
A sua missão consiste em manter-se vivo. Continua a ser um rosto sem nome no meio da multidão vivendo de lutas de rua até que a sua parceira Nicky Parsons (Julia Stiles) decide continuar as investigações por conta própria com intuito de desvendar muito mais nomes e acções corruptas levadas a cabo pela CIA em operações secretas. Ao remexer no passado, o nome Bourne vem à tona e por muito que ele queira ficar longe de tudo e todos, a curiosidade para saber mais sobre as suas origens levam-no novamente a bater as ruas em busca de justiça.

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Depois de três grandes filmes de sucesso (Identidade Desconhecida, Supremacia e Ultimato) – e vamos fechar os olhos ao filme não péssimo, simplesmente menos bom, O Legado de Bourne – que serviu apenas para encher chouriços até termos o filme de hoje, Damon e Greengrass cumprem o objectivo de trazer aos fãs uma história que conquista. Sempre ao verdadeiro estilo da série, viajamos até vários pontos da Europa onde perseguições a pé, de mota e de carro nos deixam cansados só de olhar.

Vincent Cassel é o vilão escolhido para esta trama e foi refrescante ver um actor mais amadurecido ao invés dos típicos agentes mais novos. Tommy Lee Jones não faz um papel extraordinário, mas fá-lo bem. E claro, a actriz omnipresente Alicia Vikander, que volta a mostrar mais uma faceta das suas qualidades de interpretação. Esta menina faz muito bem o seu trabalho de casa porque até aos últimos segundos do filme a sua personagem consegue ser tão misteriosa e impenetrável que eu não sabia se devia confiar ou não nela.

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Mais um enredo cheio de acção que certamente irá agradar aos inúmeros fãs que pediam uma continuação da saga há anos. Satisfaz muito bem. Viva a mais uma sequela bem conseguida.

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