Review: Viver Depois de Ti

Crítica por: Helena Rodrigues

“Lou Clark perde o emprego que mantinha há alguns anos e vê-se pressionada pela família a procurar rapidamente outra profissão que ajude a sustentar o lar. Sempre com um espírito divertido, bem-humorado e cheia de positivismo, Lou acaba por ser escolhida para ser cuidadora de Will Traynor, um homem na casa dos 30 que ficou quadraplégico devido a um acidente de mota. A sua função não se centra nos cuidados físicos, mas nos cuidados “emocionais”. O que começa por ser apenas uma função de “fazer companhia”, acaba por se tornar uma amizade muito mais forte do que Lou ou Will esperavam.

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Apesar da premissa do filme ser um pouco previsível – mulher vai cuidar de homem, homem mostra-se reticente, ambos se apaixonam – é uma história que nos encanta e à qual nos rendemos mesmo que o tentássemos evitar.

A personagem de Emilia Clarke é tão doce e genuína que nos cativa só com o seu sorriso.
A interação entre ela e o actor Sam Claflin transparece uma química inegável e os dois transportam-nos para uma relação que vemos crescer aos poucos, uma relação à qual nos afeiçoamos e na qual acreditamos até ao fim. A meu ver, esse é o ponto mais forte desta história, as personagens. Os diálogos não são vazios, os sorrisos são acolhedores e as lágrimas são verdadeiras.

Embora o filme tenha sido promovido como um potente dramalhão em que lenços de papel são exigidos, desenganem-se. O enredo é divertido, doce e encantador e acreditem quando vos digo que dei por mim a sorrir mais vezes do que a sentir aquela lagrimita teimosa a querer sair. “Viver Depois Ti” é uma história de amor que não tem de ser igual às outras e é isso que a torna única, forte e verdadeira.

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Para além das interpretações excelentes dos dois protagonistas que conseguem tocar e brincar com as nossas emoções apenas com as suas grandes presenças no ecrã, há que destacar a banda sonora do filme. Músicas fortes que deixam eco nas cenas mais importantes obrigam-nos a não esquecer tudo o que se passa no filme e deixam-se ficar cá dentro… a borbulhar sentimentos.

É um filme de emoções. E sim, é um filme para românticos.
E desde quando é que ser romântico é mau?

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