Review: Esquadrão Suicida

Crítica por: André Gomes

“Um dos filmes mais esperados de 2016. Esquadrão Suicida. Os vilões mais implacáveis são obrigados a juntarem-se para… Salvar o mundo.

O realizador David Ayer parece ter-se sentido intimidado pelos actores e personagens que tinha em mãos e, afinal, são só mesmo eles que brilham no meio do argumento pouco elaborado e muito atribulado. As atenções são sugadas especialmente pela fabulosa “Harley Quinn” de Margot Robbie, encantadora e mortífera. É a namorada de Joker o elo entre os vários conflitos do filme e é ela também quem mais se destaca com uma participação brilhante.

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A agente Amanda Waller interpretada por Viola Davis quer reunir um grupo secreto de indivíduos com pouco ou nada a perder e construir uma equipa Esquadrão Suicida com os mais perigosos, até agora encarcerados, super vilões. Será preciso armá-los com um poderoso arsenal à disposição do Governo e enviá-los numa missão para derrotar uma enigmática e, aparentemente, invencível entidade que ameaça o mundo. No entanto, quando os seus membros percebem que não foram escolhidos pela possibilidade de sucesso mas sim pela sua fácil culpabilidade se falharem a missão, irão tentar chegar ao fim ou será cada um por si?

Pontos positivos posso referir, Jay Hernandez é o reservado “Diablo”, num desempenho tímido, mas sofredor e com quem facilmente se cria empatia, apesar de reservado até foi uma das personagens com mais impacto. Ainda de destacar são as interpretações de Will Smith – confesso que me surpreendeu pela positiva no papel de “Deadshot”, certeiro, líder e cheio de esperança – e Viola Davis, na pele da fria e intransigente agente Waller, que lidera as operações e as vidas dos vilões;  estiveram especialmente bem.

SUICIDE SQUAD

De 1 a 10, atribuo nota máxima a Margot Robbie pela sua “Harley Quinn”, ela encarnou a 100% a personagem linda, o seu ar encantador e angelical com um ser diabólico escondido, completamente apaixonada por Joker, louca mesmo… A sua obsessão por Joker fez com que ela ficasse cega às atrocidades do personagem, mesmo com ele a maltratá-la o amor que sentia por ele não sofreu qualquer alteração, embora em algumas ocasiões ela fique irritada com ele. Margot Robbie interpretou uma “Harley Quinn” perfeita.
Sem dúvida a personagem em evidência e que mais destaque obteve.

Quanto a Jared Leto no papel de Joker, consegue de forma positiva implementar o seu ar impiedoso, de gargalhada arrepiante e sorriso mordaz. Aí esteve especialmente bem, todo tatuado e com postura de vilão. Porém este Joker não teve o destaque merecido.
Tudo bem que este foi introduzido para lançar a história de “Harley Quinn”, mas ainda assim, penso que podiam dar mais crédito à personagem. Na minha opinião peca por não lhe darem o crédito merecido. Não que estivesse mal, porque não esteve. Mas foi um Joker focado na “Harley Quinn”, o que não é de todo desajustado, mas o Joker é bem mais que isso, e é nesse sentido que acho que deviam ter dado mais destaque.

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Em sumário, posso dizer que o filme tem sinal positivo, com uma banda sonora excelente, as personagens estiveram na sua maioria bem e a dinâmica entre si foi boa, diverti-me e isso é que interessa.”

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