Review: Star Trek – Além do Universo

 

Crítica por: Helena Rodrigues

Não consegui controlar as minhas emoções e dirigi-me para a sala de cinema com grandes expectativas. Fiquei uma fã inesperada do universo Star Trek após os dois primeiros filmes  (reboots) e no entanto, parece que ficou algo a faltar neste terceiro…

Realizado por Justin Lin e com argumento de Simon Pegg é fácil distinguir um novo estilo na história. A tripulação da Enterprise já iniciou a sua missão intergalática na busca por novos mundos e culturas, procurando criar laços políticos de confiança para unir as várias raças. Desta vez, a trama foca-se sobretudo nos pontos negativos de uma missão tão longa que afasta os membros da Enterprise das suas casas, familiares e deles mesmos.

star trek beyond

O tema que nos é apresentado é a perda de identidade e rumo. Aquele momento nas nossas vidas em que questionamos se o que temos é o que de facto queremos, e se devemos ambicionar algo mais. As personagens são postas à prova quando a nave é atacada por uma raça sinistra que se alimenta de humanos. A tripulação acaba por ficar separada, mas cada um deles acredita que a união irá salvá-los, e quem sabe, salvá-los deles mesmos.

Os momentos de acção e aventura estão lá, se bem que numa ou outra cena dei por mim a torcer o nariz. O desejo de querer fazer mais e melhor não implica que isso seja bem conseguido no grande ecrã, resultando naquela típica cena “banhada” em que os efeitos visuais não cumprem o seu dever. E sim, nota-se  – aqui e acolá – os dedinhos de Justin Lin, que nos remontam para cenários “à lá Vin Diesel” com saltos e reencontros em pleno ar que fogem um pouco ao que eu esperava e que não se enquadram bem neste género de filme.

star-trek-beyond-jaylah

A dinâmica entre as personagens também ganha uma nova perspetiva, com Bones e Spock a passarem mais tempo juntos com a eterna troca de piadas e Kirk e Chekov (o falecido Anton Yelchin) a partilharem mais tempo de ecrã juntos. A personagem de Idris Elba perde-se um pouco no meio do festival de luzes e lutas e quem acaba por sobressair é a actriz Sofia Boutella que interpreta uma Jaylah encantadora.

O filme acabou e fiquei com a sensação de que algo ficou esquecido. Não vos sei especificar exactamente o quê, talvez um pouco de “coração”, mas não foi muito além do que era suposto… pelo menos para mim.

VER TRAILER