Review: Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los

Por: Helena Rodrigues

Lá porque a J.K. Rowling ficou trilionária com a saga Harry Potter não significa que queira dar descanso à conta bancária. E assim começa uma nova viagem com “Monstros Fantásticos e Onde Encontrá-los”, onde acompanhamos as aventuras de Newt Scamander autor do livro que viria a ser estudado em Hogwarts pelo mítico Harry Potter e companhia.

O filme começa com aquela melodia mágica que nos transporta imediatamente para o mundo da feitiçaria onde muitos de nós cresceram. Mas esta história é outra, acontece muitos anos antes de Harry Potter nascer. Conhecemos em primeira mão Newt Scamander, interpretado por Eddie Redmayne. Um “magizoologista” que se dedica a recolher e proteger criaturas mágicas de várias partes do mundo.

Eddie Redmayne, apesar de encarnar a personagem principal, não me deixou totalmente encantada. Talvez por representar um feiticeiro acanhado, tímido e pouco falador, acaba por não se destacar como devia. As próprias criaturas que ele protege, assim como os seus novos amigos, acabam por dar mais peso à sua missão na história.

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Apesar de não pertencer ao mundo “Potter”, este novo enredo dá-nos a oportunidade de conhecer as personalidades dos tempos passados. Percival Graves, Grindelwald e Lestrange são alguns dos nomes facilmente reconhecíveis para quem acompanhou a série Harry Potter e vai sentir curiosidade em descobrir mais sobre eventos marcantes e personalidades que foram apenas referenciadas na época de Potter. “Monstros Fantásticos” resulta porque permite-nos viajar atrás no tempo e descortinar outros segredos e pontos de viragem cruciais para o desenvolvimento da história de Voldmort , Albus Dumbledore e o Rapaz que Quase Morreu.

A paixão e dedicação de Newt pelas suas criaturas é adorável. Os animais caricatos também nos fazem sentir em casa. Outro ponto a favor é o aspecto mais sombrio da história. Aqui ficamos a conhecer Credence Barebone, interpretado por Ezra Miller, um jovem maltratado durante toda a sua infância e obrigado a negar/conter qualquer sinal de feitiçaria, acabando por criar uma criatura negra e perigosa, Obscurus.

O filme mantém um bom equilíbrio entre o lado positivo e animador do mundo fantástico com o lado das sombras. É o que nos deixa expectantes por mais. Nesse aspecto segue o mesmo género narrativo dos primeiros filmes de Rowling.

As “politiquices” entre mágicos e não mágicos também continua  presente e as aventuras pelas ruas nova-iorquinas também não ficam atrás. Para quem julgava que Rowling não conseguia voltar em grande, este filme é uma prova em contrário. Mas na minha opinião, não é, nem nunca será a mesma coisa…

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